"...essa matéria desconhecida e feliz e inconsciente que era finalmente: eu! eu, o que quer que seja."
segunda-feira, outubro 06, 2025
E assim viajo nas minhas falcatruas sobre a sua inocência vaga,
distraída demais pra perceber que dentro dessa cabeça aqui,
existem planos malvados, todos apontando pra um "bem-estar maior".
Claro, a justificativa perfeita para esse tipo de caso em particular,
como todos os acasos particulares de uma tentativa em vão,
que oras, deu certo, sim, então na minha surpresa pesquisei.
Nesse vão, os motivo para minhas aflições mentais surgiram,
e ao não encontrar muita coisa que lhe considerasse culpado,
um sorrisinho de canto surgiu e está aqui se fazendo presente.
Como se eu estivesse um passo a frente, mas ops, se penso assim...
por que também não pensariam? Essa interligação de signos parece fazer pensar igual,
e eu sei que é na mínima chance do medo reprimido vir a tona.
A tentativa se concluirá do lado oposto, é a certeza feminina,
e é fato que da minha parte tentarei de novo até virar vicio,
aquele que vai me fazer esperar confiante por mais um tempo,
óbvio que não quero achar nada demais, espero que tb não achem.
quarta-feira, julho 10, 2024
Guardei no armário um copo usado,
No fundo dele os restos de suco de maracujá,
E seu cheiro misturado à madeira,
Me trouxe uma lembrança de infância,
Cheiro de doce guardado no fundo do armazém,
A luz palida entrando pelas portas da frente,
O ar parado e frio da esquina de casa,
A poeira subindo lentamente com os passos pesados da avó,
Entre os caixotes a serem organizados num canto,
Na lembranca de algo que nunca vivi.
quinta-feira, maio 11, 2023
Sinais
O dia estava arrastado... 5 da tarde, o calor parecia mais de dentro pra fora do suor que escorria na testa... Digitava loucamente tentando precificar seu esforço próprio, enfim, um ardor bem na sola do pé direito... As pernas cruzadas em cima do banquinho do jardim não possibilitava ver o motivo da pontada. Eis que, ao descruza-las com cuidado, viu uma vespa presa pelo ferrão, ainda se debatendo contra o ataque de um pé gigante em que esbarrou. Bateu levemente no bichinho que saiu voando desorientado prestes a morrer, por é isso que vespas fazem depois que picam não é?! Morrem?!
Ficou ali sentindo o arder cada vez mais agudo, o inchaço começando, o meia da sola do pé ficando vermelha. Por isso resolveu não sair mais cedo pra lavar a louça deixada pra mais tarde, tomar banho devagar com água fria, certificar-se de qual era a bagunça que teria que arrumar na volta. Foi bom por um lado, mas, o pé ainda doía.
sexta-feira, fevereiro 17, 2023
Deitada
quarta-feira, agosto 24, 2022
Sonho de vento
Sonhei que estava de férias num campo, o terreno era formado por vários níveis, caminhos de terra dividiam o gramado, interligando os casarões espaçados. Eu me via, passando ao fundo, por cima dos ombros de uns meninos que me olhavam de uma colina próxima, sentados embaixo de uma árvore com o vento vindo de trás deles em minha direção. Dava pra perceber que o eu lá longe ouvia tudo que eles falavam, mas, isso eu só sentia, porque eu mesmo não consegui ouvir nada.
segunda-feira, agosto 01, 2022
Mês de agosto
Eu avisava e ele de pronto respondia:
- pai, a blusa tá do avesso...
- é pra espantar cachorro louco.
quarta-feira, abril 20, 2022
eu gostava de ficar sozinha no seu quarto
sexta-feira, outubro 29, 2021
quarta-feira, fevereiro 17, 2021
17 de fevereiro 2021
sábado, fevereiro 13, 2021
perturbada
segunda-feira, fevereiro 08, 2021
nota nova
quarta-feira, janeiro 20, 2021
nota antiga
domingo, janeiro 17, 2021
Papai acaba com a magia
sexta-feira, maio 01, 2020
rega
segunda-feira, dezembro 23, 2019
a cor de uma dor que não passa...
Imagino se toda experiência pode mesmo ser destilada até restarem alguns poucos momentos extraordinários, talvez seis ou sete deles, concedidos a nós durante a vida inteira, e qualquer tentativa de fazer uma conexão entre eles é fútil."
sábado, novembro 30, 2019
setembro de 2020
domingo, outubro 06, 2019
temas
sábado, setembro 07, 2019
segunda-feira, setembro 02, 2019
cronica 01 parte 01
Até que olhares fulminantes interromperam nossa conversa e ouvi no autofalante que a mulher já tinha dono. A mulher era eu.