sexta-feira, dezembro 18, 2009

ulalá

mas eu volto sempre....
pra matar as saudades com antecedência,
na intensidade que precede a separação,

em todos os casos amo só quando é assim,
aperfeiçoa-me na ideia do felizes para sempre,
no sentimento inacabado esperando reencontro,

me encontro, te encontro nessa histeria,
nessa histérica tentativa de reconhecer,
por dentro o que grita pra sair,

e num disfarce pra não perceberem,
quero que me puxe pra dentro, meu bem,
antes que perceba que era só.

quarta-feira, dezembro 09, 2009

querido diário ?

"Estou triste."

Por muito tempo não ficava assim, triste ... só brava, descontrolada, explodindo ódio e loucura pelos poros,
isso é algo que não controlo muito.



Mas é, a partir do momentos que vejo que coisas importantes para mim não são as mesmas coisas que importam para os outros,
acabo sentindo que perdeu o sentido.



Não que pessoas sejam recicláveis, elas sempre tem o seu lugar guardado, todo mundo sabe disso, mas é só que ... a impressão de que
passou o momento, e isso passa mesmo por que é algo volúvel.



Na mutação dá pra ver que simplesmente passou, os detalhes lindos se tornam irrelevantes.
Opiniões antes principais acabam caindo num canto muito além do secundário, só pra continuar vivendo sem questionar.


Então perco a vontade de correr atrás, perco a vontade de ligar, de brigar, de chorar, perco a vontade de saber,

fica esse marasmo estático inútil.



E nele consigo ver de fora todo o esforço alheio enfraquecendo, se o momento voltar, quem sabe, poderemos rir de tudo isso,
como se fosse uma história bem bonita desgastada pelo tempo.



Dá pra enquadrar, mas não dá pra viver.