Entre esses pequenos lapsos de uma memória roubada dos conhecidos,
atenuo meu lado sadico, olhando enquanto acha que sabe do que tá falando,
por que é ingenuo o outro achar que não olham enquanto olham pra baixo,
disfarçando o desespero de cada palavra jogada, transpirando,
sim, o suor escorre pelos lados do seu rostinho bonito, feito em casa,
na tentativa desesperada de parecer demais dentro dos seus jeans, normal,
traduz traços rudes de quem não sabe o que faz, de quem não sabe o que precisa fazer,
assim vai fazendo qualquer coisa-copia dos sordidos movimentos da tevê,
e a risada me ecoa por dentro que quase vaza, reparei pelas frestinhas dos olhos,
quando achou que eles estavam fechados, que quase me viu rir,
você me perguntou o por que do quase-riso, respondi entredentes,
segurando mais forte, que era nada, nada não.
"...essa matéria desconhecida e feliz e inconsciente que era finalmente: eu! eu, o que quer que seja."
segunda-feira, outubro 28, 2013
domingo, outubro 13, 2013
Foi tocando os mesmos sons.
O barulho do ventilador oscilando de leve,
quando entra algum plastico de cigarro,
aquele que sempre acaba voando
pra algum lugar que a gente nunca acha.
Um suspiro ou outro entre os intervalos
de algum filme plano de fundo qualquer na televisão.
O latidinho do cachorro sonhando a tarde ensolarada,
do domingo cheio de gente, com mesa farta,
olhinhos fechando cansados,
de amor e a quase satisfação.
A luz mudando aos poucos de uma ventania clara
praquelas lampadas de luz amarela,
refletindo na parede branca,
entardecendo a sala junto.
Mais convidativo pra ficar mais,
uma horinha quem sabe...
Até ficar de noite e as luzes parecerem apenas abajures
de um lugar que deveria ser mais claro.
A fumaça foi com a exaustão do ar,
passando direto por mim, cheia de sustos com pulos,
fechando um dos olhos de vez em quando,
a visão escurecendo nas bordas,
e esse medo de não ver mais.
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