domingo, abril 03, 2016

Tinha um sapinho morto no meu quarto hoje. Parecia que tinha morrido há algum tempo, as pernas compridas esticadas e imóveis, um corpinho bem pequeno redondo ressecado. olhei bem de perto enterrei na minha floreira em baixo da janela.

sexta-feira, abril 01, 2016

Um monte de choro escondido em pequenos versos, poemas inteiros, livros antigos com recado nos cantos das páginas, músicas em Ré, cheiro de chuva, cachorrinhos dormindo.... meu coração dando pulos, soluços, desesperadamente se opondo, a minha vontade de não existir vai com o vento da tempestade anunciada que invade meu quarto, meus ouvidos, meus arrepios e calafrios de medo que dá nas solas dos pés.

coisas da vida

Quando criança eu queria ser garçonete.

Com doze anos queria ser uma supergostosa e morar em Paris com um velho rico que me banque, com direito à silicone e três filhos.

Aos vinte e poucos queria ser cineasta solteira e morar numa cobertura escura e fria na capital, tomar drinks no final da noite e filmar suspenses de arte.

Nos mais de trinta quero ser desenhista de historias infantis e florista.