gosto do cinza,
do ar de melancolia,
da falta de coragem,
do guardado por imperfeição,
ou puro perfeccionismo,
me parece tão bonito,
tão real e palpável,
suspirável e engolível,
esse cinza que me preenche,
me esvazia logo em seguida,
e eu duvido...
respiro e reparo,
suspiro e amparo,
retiro e faro,
não é uma porta
em que se entra ou sai,
é apenas estar,
e eu estou
na delícia de doer,
quando olho você indo,
e você não me vê.
"...essa matéria desconhecida e feliz e inconsciente que era finalmente: eu! eu, o que quer que seja."
sexta-feira, setembro 30, 2011
segunda-feira, setembro 26, 2011
dor nas costas
quebrei a janela
rearranjando os móveis
de um jeito que nunca esteve,
pra ver se paro de lembrar
de como eram antes,
mas agora, infelizmente,
não paro de pensar
na janela quebrada.
rearranjando os móveis
de um jeito que nunca esteve,
pra ver se paro de lembrar
de como eram antes,
mas agora, infelizmente,
não paro de pensar
na janela quebrada.
sexta-feira, setembro 23, 2011
terça-feira, setembro 20, 2011
PASMO
Não digamos nada,
por que o som da voz
quero de olhos fechados,
nos olhares, me estranho, mas,
se devem constrangedores, pra notar
que o impreciso é prazer do riso guardado,
no impulso calo, aguardo, parece vago, mas,
é de certo um carregado que não deixa claro,
é de certo um carregado que não deixa claro,
o anseio da aflição incerta é evidente,
não existe e mesmo assim me basta,
em suspiros, palavras sinceras,
e gargalhadas famintas,
de desconcerto.
de desconcerto.
segunda-feira, setembro 19, 2011
domingo, setembro 18, 2011
extended version
Com uma falta absurda de ar,
não sorriram em retorno hoje,
nenhum reflexo que possa,
ser digno de ser entitulado como,
continuei andando pelo menos,
minuciosamente calculando passos,
a rouquidão da voz...
a pressão no peito...
o tintilar leve entre os suspiros,
traguei um choro forçado,
como uma nevoa densa,
na cor dos teus olhos,
a música ininterrupta ao infinito,
até a exaustão revelar,
indiscretamente,
uma encruzilhada deixada para trás,
onde perdi de vista,
o zelo e brio.
não sorriram em retorno hoje,
nenhum reflexo que possa,
ser digno de ser entitulado como,
continuei andando pelo menos,
minuciosamente calculando passos,
a rouquidão da voz...
a pressão no peito...
o tintilar leve entre os suspiros,
traguei um choro forçado,
como uma nevoa densa,
na cor dos teus olhos,
a música ininterrupta ao infinito,
até a exaustão revelar,
indiscretamente,
uma encruzilhada deixada para trás,
onde perdi de vista,
o zelo e brio.
ombros
é simples assim, você vai faz de novo e pronto, então resta aquela poeira no ar, cheia de dúvidas e promiscuidade.
Assim se afastava e olhava bem de longe,
percebendo as marcas de expressão se esvaindo,
deixando sombras, as sobras relutantes,
a saudade de um lugar que não existe mais,
ou apenas muita química no sangue,
o que lhe pareceu convidativo, com certeza,
eu convidaria, risadas compradas, por que não,
então voltou a si com a dor presa no peito,
incapacidade ou excesso de iniciativa,
estava ao lado, como antes, como depois,
e mesmo que pareça certo, talvez não esteja,
mas, tem que doer muito até passar de vez.
sinto, sim.
quinta-feira, setembro 08, 2011
1999
Engraçado esse meu jeito falso-super-verdadeiro de tratar as conversas. Parece que sempre quero algo a mais ... ou a menos. Dá pra perceber quando acham que falaram demais, e, pode ser prepotência da minha parte mais uma vez, mas, depois eles vão embora por achar que é muito real pra engolir, tipo uma ostra semi-viva ainda se mexendo no limão...enfim, o negócio é que as coisas sempre se vão. Talvez, e se talvez....Oh, o que será de mim apenas comigo mesmo?!
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