"Mas devagar, irresistivelmente, posso senti-la começando a dissolver-se na falsidade nebulosa da memória. Foi por isso que resolvi escrevê-la, embora ao fazer isso soubesse que só consegui falsificá-la de uma outra forma, mais artística.
Imagino se toda experiência pode mesmo ser destilada até restarem alguns poucos momentos extraordinários, talvez seis ou sete deles, concedidos a nós durante a vida inteira, e qualquer tentativa de fazer uma conexão entre eles é fútil."
"...essa matéria desconhecida e feliz e inconsciente que era finalmente: eu! eu, o que quer que seja."
segunda-feira, dezembro 23, 2019
sábado, novembro 30, 2019
setembro de 2020
Eu tomo remédios controlados, eles me ajudam bem à dormir. Tem umas vezes que esqueço de tomar e dai já são 4 da manhã e não quero mais por que sei que vou capotar por 8 horas seguidas. Ruim.
Eu tinha medo que os remédios me deixasse menos criativa e sei que lá, mas, quando eu tomo certinho tenho vários picos de inspiração, até preciso me atentar aos horários de alimentação se não esqueço de comer.
Quando eu esqueço de tomar fico absurdamente mais criativa, mas, nada proativa, começo a me perder nos pensamentos e sempre acaba indo pra melancolia.
Melancolia me deixa apática. Aquelas horas infinitas que vejo passar pela luz do sol, tem um monte de texto sobre isso aqui por sinal.
No fim chego sempre na conclusão que as pessoas vão morrer de um jeito ou de outro... E que eu preciso vê-las "pela ultima vez", fazer ser lindo, pois, elas vão morrer a qualquer momento.
Mas dai lembro que eu não tomei o remédio, eu sei que essa sensação é da falta da substância, está escrito na bula, efeitos psicológicos colaterais com o uso desregulado. É um processo que precisa muita disciplina.
Sair de uma depressão. Talvez eu nunca saia, mas, pelo menos agora eu tô medicada e isso não me deixa pensar por esse lado. Se ao menos eu conseguir produzir.
domingo, outubro 06, 2019
temas
-com você aprendi a falar "eu te amo" sem que isso significasse nada;
-você me ensinou a fechar o box do banheiro depois do banho;
-limpar o ralo dos outros parece demonstrar sentimentos;
-menstruei no seu rejunte - parte dois, a revanche;
-apanhar também é uma prova de amor;
-dançando aos gritos de "ninguém nunca te amou como eu, garota";
-ele disse "você é pior do que eu só que esconde melhor";
-ele fez uma musica pra mim que chama "eu gosto do jeito que você me machuca uh uuuuh";
-eu o inspirei à sua pior música;
-o primeiro dia que você gritou comigo estávamos juntos há um mês;
-ele me falou que fez macumba com a minha camiseta velha;
-esqueci de contar que a camiseta que ele me roubou era de outro homem;
-"amor da minha vida" ou "dessa vez você não foge";
-daí eu disse:"ah não, ele tá aqui de novo";
-"vamos falar sobre sentimentos" a tradução livre dos dias que eu tive medo de você.
-
sábado, setembro 07, 2019
segunda-feira, setembro 02, 2019
cronica 01 parte 01
Pela primeira vez apareci de surpresa, como nas súplica das brigas que tínhamos. Estava com o vestido que você mais odiava e você já estava tocando com a banda logo na saída do pub escuro e úmido de fim de dia chuvoso.
Subi a ladeira dos fundos do bar margeado por grades pretas baixas e arbustos bem aparados, parei no portãozinho da estrada lateral e esperei prenderem uma pulseira de comanda no meu braço esquerdo como de costume.
Entrei, olhei fixamente pra você que me olhou de cima à baixo como quem diz que estava surpreso ...e muito.
Caminhei lentamente até o outro lado deck principal e me postei em um canto que o ângulo me escondia da vigia da banda e acendi um cigarro. Logo veio uma garçonete e me perguntou se eu iria beber algo.
Pedi um Campari com tônica e laranja, deu drink de verão preferido. Ha, tomei enquanto me enchia de coragem pra continuar a encenação.
Em muito tempo eu não ficava bonita daquele jeito, tinha passado maquiagem, feito escova no cabelo, a fenda do vestido quase longo chegava na parte de cima da coxa que era inteira tatuada. Uma correntinha no tornozelo brilhava de tempos em tempos com as nuances de luz sobre a sandália de tiras transparentes. Brincos, colar, anel.
Comum e ao mesmo tempo peculiar pra quem andava sempre largada de tênis e camisetas rasgadas, mas se misturar com as pessoas arrumada padrão é mais fácil desse jeito.
Eis que alguém veio falar comigo, um cara querendo me pagar um drink. Demorou!!! Veio o mesmo que eu já estava bebendo e ficamos naquela conversa furada de vem sempre aqui. E no caso sim, eu ia sempre ali, eu estava sempre obrigada a estar ali, sendo vigiada.
Até que olhares fulminantes interromperam nossa conversa e ouvi no autofalante que a mulher já tinha dono. A mulher era eu.
Até que olhares fulminantes interromperam nossa conversa e ouvi no autofalante que a mulher já tinha dono. A mulher era eu.
quarta-feira, julho 24, 2019
quinta-feira, junho 06, 2019
Respirando fundo
Não sei se sei ao certo o por que,
Pode ser eu, pode ser você ...
Mas, arrisco dizer que não somos nós,
Meu coração dói,
Continuo achando que é um bom disfarce.
quinta-feira, maio 30, 2019
quarta-feira, maio 29, 2019
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