...
Come, come, dorme...
" Moço...aquele ali !!!"
Apontou decididamente pra mim.
"Não, não"
Uma mão me envolveu, apertava todas minhas tentativas de fuga eminente.
"Não, por favor, não!"
Escuro, terremoto, bem que me falaram do Apocalipse.
Tomara que eu vá pro céu, será que fui bom o suficiente pra ir pro céu?!
"...essa matéria desconhecida e feliz e inconsciente que era finalmente: eu! eu, o que quer que seja."
domingo, outubro 29, 2006
segunda-feira, outubro 16, 2006
nada demais
segunda-feira, setembro 18, 2006

e agora eu deveria abrir a minha alma e me comover com a sua inesperada declaração e gotas de chuva contra o sol e arco-iris formando na minha parede e cheiro de bolinhos prontos no forno e por do sol rosa e amanhecer laranja e todas essas coisas que o amor aflora na minha mente, mas, não vou... por que sozinho ninguem sente nada além de saudades e fim.
As palavras me envolveram prendendo uma farpa em minha garganta,
e na tosse desesperada, caiu uma lágrima por detrás dos óculos escuros,
escondendo o olhar, mas, transbordando todo meu esquerdo lado triste.
A tosse não passava e as lágrimas rolavam e o mundo parou por um instante,
num inspirar profundamente eterno "quando vi estava 4 mil anos mais velha",
olhando em volta um vazio ecoante extremo, o mundo que continuava enquanto.
O rosto molhado e um reflexo estranhamente estampado em páginas velhas,
cortadas pelo tempo, amarelas, frágeis, cheias de pó, esperando mais uma vítima,
pra prender em frases reveladoras nas quais minha história já estava escrita.
Sim, poderia ter escrito por que é exatamente tão intenso e solitário quanto,
a descrição minuciosa de cada gesto leva ao encontro de um outro leitor,
esperando que todo esse frio na barriga passe para poder finalmente...
e na tosse desesperada, caiu uma lágrima por detrás dos óculos escuros,
escondendo o olhar, mas, transbordando todo meu esquerdo lado triste.
A tosse não passava e as lágrimas rolavam e o mundo parou por um instante,
num inspirar profundamente eterno "quando vi estava 4 mil anos mais velha",
olhando em volta um vazio ecoante extremo, o mundo que continuava enquanto.
O rosto molhado e um reflexo estranhamente estampado em páginas velhas,
cortadas pelo tempo, amarelas, frágeis, cheias de pó, esperando mais uma vítima,
pra prender em frases reveladoras nas quais minha história já estava escrita.
Sim, poderia ter escrito por que é exatamente tão intenso e solitário quanto,
a descrição minuciosa de cada gesto leva ao encontro de um outro leitor,
esperando que todo esse frio na barriga passe para poder finalmente...
segunda-feira, setembro 11, 2006
todos aqueles romances intensos,
intermináveis em suas horas restritas,
deliciosamente masoquistas,
confessando realidades idealizadas,
flagrando sonhos platônicos,
clamando secretamente por socorro,
que eles também tem medo
dentro dessas 5 paredes,
somente...
intermináveis em suas horas restritas,
deliciosamente masoquistas,
aqueles que te espremem numa risada desesperada,
confessando realidades idealizadas,
flagrando sonhos platônicos,
clamando secretamente por socorro,
implorando pra mostrar
que eles também tem medo
dentro dessas 5 paredes,
somente...
segunda-feira, julho 03, 2006
Sexta feira santa - 4:37
Eu já ouvi que canto enquanto lavo a louça, que devo me sentir feliz em realizar as coisas simples do dia a dia. Na minoria das vezes canto mesmo pela felicidade do fazer, em todas as outras estou apenas cantarolando qualquer coisa pra nao ficar falando sozinha enquanto.
sexta-feira, março 03, 2006
nothing else
aqui.
coisas que não escrevo.
por que falo demais.
e meu lapis não acompanha meu cérebro.
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