"...essa matéria desconhecida e feliz e inconsciente que era finalmente: eu! eu, o que quer que seja."
sexta-feira, dezembro 07, 2018
domingo, dezembro 02, 2018
05:03
Vou sentindo que cada ato sai errado...
O tempo desencontrando nas falas...Essa saudade de você que não passa...Chuto com força as paredes de dentro do meu peito só pra ver se aperta menos.... mas, dai aperta mais e eu sinto que nunca serei tão feliz quanto.
domingo, outubro 22, 2017
Neblina
Estou arrastando a vida com essas horas longe da minha própria cama.
Com esses calafrios logo antes de sair o sol na hora mais agradável pros meus olhos.
sexta-feira, outubro 06, 2017
quarta-feira, julho 12, 2017
The ghost of you and I
Quanto tempo será que ele vai demorar para me contar! Quanto tempo mais essa falsa agradabilidade?
Justificativas para a distância... Uma paixão que nunca vai ser... Pensando bem... Já foi, perdeu-se o ponto em que as coisas se costuram....foi.
E agora eu sou a outra... que chega depois da meia noite e vai embora antes do sol raiar... Hah, que irônico.
sexta-feira, março 03, 2017
escrito por alguém que invadiu meu blog
sábado, dezembro 10, 2016
6:11
Pela primeira vez tive dó.
Respirei fundo, decidi os proximos atos e então, certeira, taquei o resto da garrafa de alcool na barata de 5 cm que tentava saber que lugar claro, liso e rosa era aquele banheiro que ela estava.
Em desespero, ela escorregava tentando sair da pia, sem êxito.
Todas as perninhas esperniando o ressecamento entorno.
O cachorro pulava em mim por sentir. nervoso que eu exalava e o nervosismo aumentando e a barata meio tonta finalmente saindo da pia.
Exitei ao fechar a porta quando vi que ela não conseguiria voar, que estava indo pra longe de nós, um tanto quanto obvio se pararmos pra pensar que é apenas um animal fugindo da morte, com medo, repleta de cheiros e barulhos de ódio e nojo.... e dó.
Não aquela dó querendo dizer compaixão.
Dó mesmo, me sentindo superior, com a decisão na mão, vendo o bicho morrer lentamente, e sabendo que a quantidade de alcool não seria o suficiente pra uma barata daquele tamanho.
E a irmã guinchando ao fundo.. e eu disse logo um shiiiiiiiiu, mas, a mãe já acodou.
Olhando com pesar então, jogo mais um gole do resto de algo ao alcance, que lembrei que levava álcool na composição e insuficiente de novo.
A mãe foi buscar mais álcool.... eu sabia que podia matá-la mais rápido, agora que não tinha mais medo de olhar a morte, de chegar perto de algo morrendo e ter a certeza que não vai atacar de volta... ou tentar fugir...ela estava sufocando, não é mesmo?
Eu podia matar e não matei. Podia acabar com o sofrimento naquele instante, mas, não fiz. Fiquei com dó pelo desespero.. e por saber que não mataria de outro jeito, não, seria lentamente. Olhando.
Brrrr calafrios tardios agora.
Bom, no fim joguei o suficiente e então ela morreu nessa ultima tentativa, quase instantaneamente.
E eu fiquei olhando, não peguei o cadáver, não vou pegar e ninguém pegou.
quinta-feira, dezembro 01, 2016
Shh
E aos poucos vou rompendo todos os laços... Devagar... Em silêncio... Diminuindo expectativas... Aprendendo a guardar as coisas que batem violentamente pra sair de dentro do peito.
terça-feira, novembro 15, 2016
Torpe
E pulsam as têmporas, o coração desacelera e eu não consigo mais focar, o sono some, volta, dá voltas em mim, eu desço as escadas no escuro, abro a porta de trás, acendo dois cigarros na sequência, mando notícias pra uma amiga, espero pacientemente o sono voltar, afinal, é férias quase, quase.... Quase voltei 10 anos no tempo.
quinta-feira, outubro 20, 2016
JR
O que poderia ser mais interessante do algo que está pré definido para não acontecer. Algo prestes a explodir. Uma coisa que dá um leve ar de pisar em ovos ao mesmo tempo que traz um grande foda-se ao centro da mesa. Alguns olhares, algumas gentilezas, algum "conte me mais sobre isso, querido." E então pronto.
domingo, abril 03, 2016
sexta-feira, abril 01, 2016
coisas da vida
quarta-feira, fevereiro 17, 2016
Abandono
"É só a merda do ciclo de novo" ele disse tentando se convencer que, ao ter passado por isso várias vezes, conseguiria prever o que estava por vir. E então o despertador não foi ouvido, suas horas na cama se estenderam mais uma vez e o sono não pareceu tão bom como de costume. O água do banho desceu por seus cabelos como se passasse por cima de um machucado recém cicatrizado, estava tudo meio amortecido, banho quente...talvez não tenha sido essa a melhor escolha. A comida se embolou na boca e desceu travando. Levantou-se calmamente antes de qualquer outro na mesa, colocou seu prato na pia, deixou tudo como estava e saiu da cozinha tentando não fazer ecoar os passos pesados. Começara de novo então, tudo sem cor, sem gosto, horas a fio tentando sentir o vento no rosto, sem sucesso nenhum. Percebeu que o amortecido não se fazia só no calor e isso o fez estremecer levemente na ponta dos pés. Pensou que as horas voavam junto com o vento, mas quando viu se passaram só 20 minutos. Aquela sensação de que não conseguiria chorar pra aliviar um pouco o peso... um dia todo pela frente.
quarta-feira, setembro 30, 2015
Ponteiros
domingo, setembro 13, 2015
Loucura
de novo, de noite e um nó na garganta,
da parte escura que a árvore fazia na rua
eu ligava e ouvia seu telefone lá dentro,
e por vezes eu não tive ar, tanto que...
escrevi 37 cartas pra você...
todas diziam a mesma coisa,
hora com rabiscos puxados,
hora com curvinhas nas sobras,
Uma eu entreguei pro seu porteiro,
disse que não sabia o apartamento,
mas, sabia o seu nome e ele te conhecia.
Fui embora. Não sei se ele leu.
terça-feira, agosto 25, 2015
sábado, agosto 01, 2015
sexta-feira, julho 03, 2015
Quinta nublada
Entre vozes se misturando com as gravações,
Com a musica tocando no andar de cima,
Ouço os pés pousando no chão,
Sinto a vibração dos passos dentro do peito,
Os olhos vão lentamente forçando abrir,
Quando fecham de vez me pego sonhando,
Com o que está aqui fora ecoando por dentro.
sexta-feira, abril 24, 2015
terça-feira, janeiro 20, 2015
sexta-feira, dezembro 05, 2014
quinta-feira, novembro 20, 2014
Não consigo visualizar os móveis em posições diferentes. Preciso me mexer, estar, pensar sobre, mudar os móveis de lugar ... me atraso.
quarta-feira, novembro 19, 2014
Com aquela luz vindo de cima, seus olhos brilharam de excitação, olhava pra ele como se fosse a primeira vez estranhando perceber suas feições e cores como se as nunca tivesse notado antes, principalmente por ser tão familiar.
Gostaria de passar o tempo todo junto dele, mas, o motivo não era pela presença constante, e sim o fato do encontro ser depois de alguns bons momentos separados.
A estranheza cobria seus sentimentos como se tivesse que conhecê-lo de novo, mesmo sabendo como ele agiria aos mais variados estímulos, mesmo sabendo que poderia agir normalmente em sua presença.
Então se fez presente, o máximo que pôde. Não foi muito.
sexta-feira, outubro 31, 2014
eu sabia
terça-feira, outubro 07, 2014
a confirmação de algo que já se sabe,
por que tira a cola junto e não sobra nada,
ao contrario de um curativo,
que é melhor arrancar de vez,
no olhar a carne exposta que assusta mais,
do que a dor sentida instantes antes.
sexta-feira, agosto 22, 2014
quinta-feira, julho 17, 2014
terça-feira, junho 24, 2014
segunda-feira, junho 16, 2014
quarta-feira, maio 07, 2014
terça-feira, abril 22, 2014
quarta-feira, abril 16, 2014
Medo
nas horas que levo
com os olhos abertos
analisando cada fresta iluminada
da cortina sem conseguir movimentar,
penso rapidamente em tudo
que me dá vontade de fugir daqui
e os mesmos motivos me dão
uma paralisia momentânea
e me fazem ficar
...
quarta-feira, março 19, 2014
e ponto final ...
usando a fala dele mesmo, em batidas ritmadas,
bem rápidas, ecoando em todas as veias,
fazendo pulsar a têmpora esquerda,
dando pulinhos de estranheza,
bem diferente de amor,
e ponto final
.
terça-feira, março 11, 2014
segunda-feira, março 10, 2014
terça-feira, março 04, 2014
faz balbuciar, com pausas dramáticas demais, palavras de aceitação e falso desdém pelos acontecimentos
momentâneos, coloca no lugar a tal cordialidade irreal e cheia de piadas sem graças, tropeços no ar,
risadinhas de desespero, uma lista ou outra de afazeres diários e planejamento de férias, enquanto o terror noturno aleatório aumenta conforme a passagem do tempo, mas, uma coisa eu aprendi com tudo isso, se a gente não ligar, provavelmente ninguém ligará também, e isso, hah, isso é uma coisa impagável, conseguir perceber, na omissão que essa timidez me causa, que o afeto era unilateral, não precisamos falar mais nada, dai é só ir embora em silencio.
sexta-feira, fevereiro 21, 2014
deve ser adrenalina que ajuda o prestar atenção no som ambiente,
e com essa super audição o ouvi respirando alto, com seus chiados,
gatinhos dentro do peito carregado, anos de fumaça morna, espessa.
Inspirou calmamente como se aqueles ruídos nem existissem, e de fato,
não existiam fora a clareza que um medo causa, clareando os cantos,
o som que ecoa com mais força pela luz rebatendo na parede branca.
O medo me é claro, um clarão para dizer bem dito, quase explosão de luz,
que cegando por instantes me faz ouvir mais claro, mais ao fundo,
mais tato, com menos sangue nas extremidades que vão ficando frias,
mais rugosidade no toque dos dedos dos pés que normalmente nada sentem,
a não ser seus macios sapatos e meias do dia a dia, a rotina que não tem medo.
Mas, no momento mesmo, da brancura ressonante cheia de calafrios,
ouço tudo aquilo que não se quis dizer e descansa com os gatinhos,
dormindo calmamente dentro do peito enlacrado e escuro.
quarta-feira, fevereiro 12, 2014
quarta-feira, fevereiro 05, 2014
conversa canina
sexta-feira, janeiro 31, 2014
Medo
segunda-feira, janeiro 20, 2014
Oh
quinta-feira, janeiro 09, 2014
sexta-feira, dezembro 27, 2013
quarta-feira, dezembro 18, 2013
pra se esperar,
e eu espero
muito bem, obrigada,
consigo não me mexer
no enquanto.
Fico apenas ouvindo o leve
virar de pagina,
bater de xicaras na mesa,
voar do lado de dentro
preso no canto esquerdo,
batento violentamente contra o virdo,
veja bem, me sôa violento apenas
por que estou parada olhando.
Eu mesmo não faço barulho,
talvez de coração e
cigarro demais fazendo efeito
na traqueia cheia do ar pesado,
mas, nada que abafe
a mosca violenta, tentando
fugir de um torrão de açucar.
Ela grita de pavor e ninguem
ninguem ouve, o dia de vida
único prestes a acabar,
pro dia seguinte virar,
junto com pó da tarde, lixo.
segunda-feira, dezembro 02, 2013
Do you mind?
quarta-feira, novembro 20, 2013
com botõezinhos de luz logo acima da minha cabeça,
amarelo, azul, rosa, laranja, verde, tudo em tons pasteis,
como se um gigante de luz usasse uma roupa muito fofa,
e estivesse deitado em cima da gente com o seu casaco úmido,
tentando desesperadamente sair dele e iluminar tudo,
nisso ele umedecia em volta e a cidade perdeu suas luzes pontuais,
tudo ficou difuso e lindo, nossa, ficou lindo mesmo.
segunda-feira, novembro 11, 2013
aquela que se preparou por anos até que tivesse coragem,
decidiu e ponto, soou como uma coisa bem mais definida,
diferente aos olhos, menos carnal talvez,
mas, percebeu que o escrito estava errado,
que a interpretação dos fatos valeu mais do que
o que, poderia ser chamado de feitos, o que
uma simples receita para deixar seu estomago
mais confortavel a todas as coisas que entram borbulhando,
gases acidos subindo dentro do pescoço,
os ossos esmigalhando de trás do rosto vermelho esquentando,
incontrolável e já se passaram das duas,
todas as coisas que achou que falaria e não.
segunda-feira, outubro 28, 2013
atenuo meu lado sadico, olhando enquanto acha que sabe do que tá falando,
por que é ingenuo o outro achar que não olham enquanto olham pra baixo,
disfarçando o desespero de cada palavra jogada, transpirando,
sim, o suor escorre pelos lados do seu rostinho bonito, feito em casa,
na tentativa desesperada de parecer demais dentro dos seus jeans, normal,
traduz traços rudes de quem não sabe o que faz, de quem não sabe o que precisa fazer,
assim vai fazendo qualquer coisa-copia dos sordidos movimentos da tevê,
e a risada me ecoa por dentro que quase vaza, reparei pelas frestinhas dos olhos,
quando achou que eles estavam fechados, que quase me viu rir,
você me perguntou o por que do quase-riso, respondi entredentes,
segurando mais forte, que era nada, nada não.
domingo, outubro 13, 2013
terça-feira, abril 30, 2013
Sono
quinta-feira, abril 18, 2013
domingo, abril 14, 2013
outch
quarta-feira, abril 10, 2013
Sobre encontros inesperados.
O que dizer das horas em que não dá mais pra falar nada... Um monte de verdades jogadas na cara e alfinetes maldosos fincados nos espaços entre os dedos... traz sua pior personalidade à tona, não é mesmo queridinha?! É mesmo.
terça-feira, abril 09, 2013
O.O
é que dormir virou mais um luxo
do que uma necessidade,
que acontece toda noite
só no clareando do dia,
as luzes entrando pelas frestas
das cortinas mal fechadas
por quem não sabe o que é
domir só no claro,
cinco, seis, sete da manhã,
e o despertador toca,
eu tampo os ouvidos
e continuo sonhando
que tá de noite.
domingo, março 03, 2013
sexta-feira, fevereiro 15, 2013
Tadá
sexta-feira, fevereiro 08, 2013
quarta-feira, fevereiro 06, 2013
Gastura
quarta-feira, janeiro 30, 2013
wearing old hoodies
dá pra ouvir barulhos,
nervosismo, ansiedade,
tenho calor e frio invertidos,
de tanto, mas, tanto...
medo acho, achado,
não fecho mais os olhos,
no susto deixo-os abertos,
vejo cada detalhe,
por pior que seja, e é,
cada detalhe pior,
roubam coisas de casa,
mas, depois devolvem,
é tipo pegar emprestado,
só que não,
me força a decorar,
todos os objetos de valor,
sentimental barato,
todas as nuances e tons,
pra bater o olho e perceber,
alguma cor faltando,
nunca percebi nada,
nunca decorei nada,
na da verdade,
na da mentira,
decoro nada mesmo,
só acredito.
quinta-feira, setembro 20, 2012
Porém...
quinta-feira, julho 26, 2012
Já é tarde demais e o tom amarelo do meio dia invadia minha sala, deixei todas as portas e cortinas abertas pra luz entrar, assim eu não precisava acender nenhuma lâmpada, do chuveiro não ouço quase nada no resto da pequena casa, mas, numa fração de segundo me transportei e quando percebi estava ouvindo a música que cantaram naquela manhã, e tive quase certeza que.... era verdade... mas, a brisa estava um pouco diferente, mais intensa talvez, e estava menos frio do que sempre esteve, e meu violão não era afinado a meses....enfim, estive com essa melodia o dia todo na cabeça, fiquei cantarolando pelos cantos, pareceu muito bonito pra quem ouviu... mas, é uma música muito, muito triste.
sexta-feira, julho 06, 2012
quinta-feira, julho 05, 2012
segunda-feira, julho 02, 2012
terça-feira, junho 05, 2012
quinta-feira, maio 31, 2012
Dessas coisas que nunca (ou sempre)
vão se auto-sobrepor ... ah!
quarta-feira, maio 02, 2012
sexta-feira, abril 06, 2012
convenhamos
quinta-feira, fevereiro 02, 2012
quinta-feira, janeiro 26, 2012
quarta-feira, janeiro 25, 2012
terça-feira, janeiro 24, 2012
as mãos começaram a pesar,
cresciam gigantes,
gordinhas e quentes,
os dedos não dobravam,
mover algum musculo,
parecia impossivel,
as palpebras forçaram dormir,
escurecia e embaçava,
1, 2 e 3 inchando sem parar,
turbulências subiam o estomago,
de subto despertava assustada
não conseguia dormir a noite
mas, pelomenos estava toda doce.
segunda-feira, janeiro 23, 2012
8H
quarta-feira, janeiro 18, 2012
há anos
segunda-feira, janeiro 09, 2012
segunda-feira, janeiro 02, 2012
ler muito me deixa assim
tentamos umas duas vezes,
a escolhida foi a segunda alternativa,
(na verdade apenas por imprevisto que não foi a primeira)
enfim, chegamos em algum lugar bem agradável,
antes do algum outro lugar,
por que não parar?
andar alguns passos na terra
e sentar num muro de pedra qualquer,
rolha, cigarros e luz da lua,
que lua,
que aparecia de vez em quando
em nuvens cinzas e raios no céu,
só ao longe agora,
e nossos pés pendiam do muro alto
pra um pasto recem molhado,
o nublado deu a impressão que
você me dançava para o fim do amor,
indo ao longe em algum lugar escuro,
umido, cheio de sombras e branco difuso,
o fim do que é, simplemente,
e meu coração encheu de esperança
ao simplemente ver que existe o nada,
depois do fim,
o nada,
que simples deixa de ser algo
e passa a ser conjunto de uma coisa bem maior
perde a existencia pontual
fixa o próprio entendimento
em algo que não precisa se perder
ou entender e perceber alguma coisa que possa ser
e de branco sentava numa cadeira branca,
debaixo de um céu branco e uma tenda branca,
olhava de lá como um faraó olha de dentro
de suas vestes brancas pra um deserto seco,
sem perceber que o verde do ar a circulava inteira,
inteira pendendo levemente pro lado verde,
em todos os lados para qual olhava,
minto, minto,
atras de si estava azul,
como uma miragem bordeada de areia bege e marrom,
por que nas miragens, convenhamos,
tem que ter marrom,
(mesmo se for só aquelas fontes que jorram agua pela boca de um menino pequeno)
pelo menos tinha que ser marrom
parece mais molhado e dificil de atravessar.
quinta-feira, dezembro 15, 2011
quarta-feira, dezembro 14, 2011
pulando todos verdes pros tantos lados,
cima, baixo, lado, outro e outro e outro,
a gravidade deixou de existir,
senti meus pés desencostando do chão,
os grilos encostando em mim,
grudavam secos, mil patinhas secas,
me coçavam nas juntas e eu coçava,
até sangrar muito pros tantos lados,
e pulando os grilos ficavam todos vermelhos.
Paciência
-Perseverança, constância.
-Nome de certo jogo de cartas.
terça-feira, dezembro 13, 2011
fona
quarta-feira, dezembro 07, 2011
Longo
segunda-feira, dezembro 05, 2011
terça-feira, novembro 29, 2011
Oh dear!
Não.
pelo nome,
Chamei-o pelo olhar,
suave e melancólico,
te evocar.
segunda-feira, novembro 28, 2011
PSFT
quarta-feira, novembro 23, 2011
diretamente
e me assombrei,
cruzei olhares por vezes,
continuava estático,
brilhando ao fundo,
bem ao fundo,
e na frente,
por que,
nisso se tinha
frente e verso
e fundo,
foi ai que me assombrei
e cruzei olhares
com o céu,
pra ter certeza,
refletia de um lugar?
tinha que ter
algum lugar,
mas, não, não tinha,
deixava a névoa,
simplesmente,
ir tomando conta,
transformando
tudo em ...
meu benzinho
quarta-feira, novembro 16, 2011
3
segunda-feira, novembro 14, 2011
domingo, novembro 13, 2011
releitura
Liiiin,
com uma estranha qualquer
quarta-feira, novembro 09, 2011
domingo, outubro 30, 2011
quarta-feira, outubro 26, 2011
Confissão
e ... que seja,
nada,
e eu secando ali,
terça-feira, outubro 25, 2011
terça-feira, outubro 11, 2011
segunda-feira, outubro 10, 2011
4
latentes e ....
agora que percebi
sinto.
Então na dúvida me corroí levemente, mas, sei muito bem que, se realmente aguardasse por algo e isso acontecesse, não saberia o que fazer, como não soube até agora, é muito estranho a reciprocidade me assustar um tanto assim, como se na fuga desesperada do consentimento eu o espera-se mais do que nunca, isso que não chamo pelo nome de Meu por que é Seu.
quarta-feira, outubro 05, 2011
segunda-feira, outubro 03, 2011
sexta-feira, setembro 30, 2011
seguindo com os olhos
do ar de melancolia,
da falta de coragem,
do guardado por imperfeição,
ou puro perfeccionismo,
me parece tão bonito,
tão real e palpável,
suspirável e engolível,
esse cinza que me preenche,
me esvazia logo em seguida,
e eu duvido...
respiro e reparo,
suspiro e amparo,
retiro e faro,
não é uma porta
em que se entra ou sai,
é apenas estar,
e eu estou
na delícia de doer,
quando olho você indo,
e você não me vê.
segunda-feira, setembro 26, 2011
dor nas costas
rearranjando os móveis
de um jeito que nunca esteve,
pra ver se paro de lembrar
de como eram antes,
mas agora, infelizmente,
não paro de pensar
na janela quebrada.
sexta-feira, setembro 23, 2011
terça-feira, setembro 20, 2011
PASMO
é de certo um carregado que não deixa claro,
não existe e mesmo assim me basta,
de desconcerto.
segunda-feira, setembro 19, 2011
domingo, setembro 18, 2011
extended version
não sorriram em retorno hoje,
nenhum reflexo que possa,
ser digno de ser entitulado como,
continuei andando pelo menos,
minuciosamente calculando passos,
a rouquidão da voz...
a pressão no peito...
o tintilar leve entre os suspiros,
traguei um choro forçado,
como uma nevoa densa,
na cor dos teus olhos,
a música ininterrupta ao infinito,
até a exaustão revelar,
indiscretamente,
uma encruzilhada deixada para trás,
onde perdi de vista,
o zelo e brio.
ombros
quinta-feira, setembro 08, 2011
1999
Engraçado esse meu jeito falso-super-verdadeiro de tratar as conversas. Parece que sempre quero algo a mais ... ou a menos. Dá pra perceber quando acham que falaram demais, e, pode ser prepotência da minha parte mais uma vez, mas, depois eles vão embora por achar que é muito real pra engolir, tipo uma ostra semi-viva ainda se mexendo no limão...enfim, o negócio é que as coisas sempre se vão. Talvez, e se talvez....Oh, o que será de mim apenas comigo mesmo?!
quarta-feira, agosto 24, 2011
Para oferecer algum tipo de esconderijo, ou algo que se transformasse em uma suavidade a mais, se projetava numa repulsa aparente, mais por não querer ser um ponto de fuga do que a existência de um asco qualquer.
Então as palavras se desconectaram e nada mais sobrou para falar, na tentativa de parecer coerente percebeu pela primeira vez que nada ali a completaria por mais que ousasse.
A atenção se perdeu e ela se prendeu em alguns Us das frases, sem perceber deixou ir o enquanto sem nenhuma reação momentânea, e, descobriria depois, que não haveria nenhuma reação nunca mais.
segunda-feira, junho 13, 2011
southern sky
Era uma manhã fria com um céu azul limpo e esbranquiçado, daqueles que você sabe que na sombra fará frio. Todas as pessoas na rua carregavam os seu casacos e usavam óculos escuros, não tinha sol propriamente dito, mas, a claridade realmente incomodava e a essa altura já me arrependia de ter deixado os óculos no criado mudo ao lado da cama.
quarta-feira, novembro 03, 2010

Não é bem isso, mas, pode ser alguma coisa chamada de prisão, como se aprisionasse em mim o dever de aprisionar o outro, na imensidão do estar... imensidão não... é mais como saturação,
Isso...saturação, acumulada por dias a fio sem que eu perceba, juntando horas, gestos, palavras, sacrifícios, olhares respondidos com um mau humor repentino seguido de um silencio mortal.
E não se sabe da onde está saindo e muito menos pra onde vai, fico então, extasiada na duvida de não saber o que fazer ou se fazer, tentando convencer a falar ou gritar, ou murmurar, bater, sorrir, chutar chorar, fugir... tanto faz... me fala qualquer coisa PELAMORDEDEUS.
Mas não, fica o maldito silencio, que faz me remoer por dentro, me faz imaginar tudo que pode ser imaginado pelo outro, e na minha imaginação, me encontro sozinha, e livre, sem ter que desvendar nada de ninguém, apenas me deparando com a sinceridade que sempre busquei em alguém.
uma pura transparência....um reflexo do meu próprio motivo para ser.
sem essa merda de bons costumes pra cima de mim.
...olha só que ridículo!


