"...essa matéria desconhecida e feliz e inconsciente que era finalmente: eu! eu, o que quer que seja."
quarta-feira, setembro 30, 2015
Ponteiros
domingo, setembro 13, 2015
Loucura
de novo, de noite e um nó na garganta,
da parte escura que a árvore fazia na rua
eu ligava e ouvia seu telefone lá dentro,
e por vezes eu não tive ar, tanto que...
escrevi 37 cartas pra você...
todas diziam a mesma coisa,
hora com rabiscos puxados,
hora com curvinhas nas sobras,
Uma eu entreguei pro seu porteiro,
disse que não sabia o apartamento,
mas, sabia o seu nome e ele te conhecia.
Fui embora. Não sei se ele leu.
terça-feira, agosto 25, 2015
sábado, agosto 01, 2015
sexta-feira, julho 03, 2015
Quinta nublada
Entre vozes se misturando com as gravações,
Com a musica tocando no andar de cima,
Ouço os pés pousando no chão,
Sinto a vibração dos passos dentro do peito,
Os olhos vão lentamente forçando abrir,
Quando fecham de vez me pego sonhando,
Com o que está aqui fora ecoando por dentro.
sexta-feira, abril 24, 2015
terça-feira, janeiro 20, 2015
sexta-feira, dezembro 05, 2014
quinta-feira, novembro 20, 2014
Não consigo visualizar os móveis em posições diferentes. Preciso me mexer, estar, pensar sobre, mudar os móveis de lugar ... me atraso.
quarta-feira, novembro 19, 2014
Com aquela luz vindo de cima, seus olhos brilharam de excitação, olhava pra ele como se fosse a primeira vez estranhando perceber suas feições e cores como se as nunca tivesse notado antes, principalmente por ser tão familiar.
Gostaria de passar o tempo todo junto dele, mas, o motivo não era pela presença constante, e sim o fato do encontro ser depois de alguns bons momentos separados.
A estranheza cobria seus sentimentos como se tivesse que conhecê-lo de novo, mesmo sabendo como ele agiria aos mais variados estímulos, mesmo sabendo que poderia agir normalmente em sua presença.
Então se fez presente, o máximo que pôde. Não foi muito.
sexta-feira, outubro 31, 2014
eu sabia
terça-feira, outubro 07, 2014
a confirmação de algo que já se sabe,
por que tira a cola junto e não sobra nada,
ao contrario de um curativo,
que é melhor arrancar de vez,
no olhar a carne exposta que assusta mais,
do que a dor sentida instantes antes.
sexta-feira, agosto 22, 2014
quinta-feira, julho 17, 2014
terça-feira, junho 24, 2014
segunda-feira, junho 16, 2014
quarta-feira, maio 07, 2014
terça-feira, abril 22, 2014
quarta-feira, abril 16, 2014
Medo
nas horas que levo
com os olhos abertos
analisando cada fresta iluminada
da cortina sem conseguir movimentar,
penso rapidamente em tudo
que me dá vontade de fugir daqui
e os mesmos motivos me dão
uma paralisia momentânea
e me fazem ficar
...
quarta-feira, março 19, 2014
e ponto final ...
usando a fala dele mesmo, em batidas ritmadas,
bem rápidas, ecoando em todas as veias,
fazendo pulsar a têmpora esquerda,
dando pulinhos de estranheza,
bem diferente de amor,
e ponto final
.
terça-feira, março 11, 2014
segunda-feira, março 10, 2014
terça-feira, março 04, 2014
faz balbuciar, com pausas dramáticas demais, palavras de aceitação e falso desdém pelos acontecimentos
momentâneos, coloca no lugar a tal cordialidade irreal e cheia de piadas sem graças, tropeços no ar,
risadinhas de desespero, uma lista ou outra de afazeres diários e planejamento de férias, enquanto o terror noturno aleatório aumenta conforme a passagem do tempo, mas, uma coisa eu aprendi com tudo isso, se a gente não ligar, provavelmente ninguém ligará também, e isso, hah, isso é uma coisa impagável, conseguir perceber, na omissão que essa timidez me causa, que o afeto era unilateral, não precisamos falar mais nada, dai é só ir embora em silencio.
sexta-feira, fevereiro 21, 2014
deve ser adrenalina que ajuda o prestar atenção no som ambiente,
e com essa super audição o ouvi respirando alto, com seus chiados,
gatinhos dentro do peito carregado, anos de fumaça morna, espessa.
Inspirou calmamente como se aqueles ruídos nem existissem, e de fato,
não existiam fora a clareza que um medo causa, clareando os cantos,
o som que ecoa com mais força pela luz rebatendo na parede branca.
O medo me é claro, um clarão para dizer bem dito, quase explosão de luz,
que cegando por instantes me faz ouvir mais claro, mais ao fundo,
mais tato, com menos sangue nas extremidades que vão ficando frias,
mais rugosidade no toque dos dedos dos pés que normalmente nada sentem,
a não ser seus macios sapatos e meias do dia a dia, a rotina que não tem medo.
Mas, no momento mesmo, da brancura ressonante cheia de calafrios,
ouço tudo aquilo que não se quis dizer e descansa com os gatinhos,
dormindo calmamente dentro do peito enlacrado e escuro.
quarta-feira, fevereiro 12, 2014
quarta-feira, fevereiro 05, 2014
conversa canina
sexta-feira, janeiro 31, 2014
Medo
segunda-feira, janeiro 20, 2014
Oh
quinta-feira, janeiro 09, 2014
sexta-feira, dezembro 27, 2013
quarta-feira, dezembro 18, 2013
pra se esperar,
e eu espero
muito bem, obrigada,
consigo não me mexer
no enquanto.
Fico apenas ouvindo o leve
virar de pagina,
bater de xicaras na mesa,
voar do lado de dentro
preso no canto esquerdo,
batento violentamente contra o virdo,
veja bem, me sôa violento apenas
por que estou parada olhando.
Eu mesmo não faço barulho,
talvez de coração e
cigarro demais fazendo efeito
na traqueia cheia do ar pesado,
mas, nada que abafe
a mosca violenta, tentando
fugir de um torrão de açucar.
Ela grita de pavor e ninguem
ninguem ouve, o dia de vida
único prestes a acabar,
pro dia seguinte virar,
junto com pó da tarde, lixo.
segunda-feira, dezembro 02, 2013
Do you mind?
quarta-feira, novembro 20, 2013
com botõezinhos de luz logo acima da minha cabeça,
amarelo, azul, rosa, laranja, verde, tudo em tons pasteis,
como se um gigante de luz usasse uma roupa muito fofa,
e estivesse deitado em cima da gente com o seu casaco úmido,
tentando desesperadamente sair dele e iluminar tudo,
nisso ele umedecia em volta e a cidade perdeu suas luzes pontuais,
tudo ficou difuso e lindo, nossa, ficou lindo mesmo.
segunda-feira, novembro 11, 2013
aquela que se preparou por anos até que tivesse coragem,
decidiu e ponto, soou como uma coisa bem mais definida,
diferente aos olhos, menos carnal talvez,
mas, percebeu que o escrito estava errado,
que a interpretação dos fatos valeu mais do que
o que, poderia ser chamado de feitos, o que
uma simples receita para deixar seu estomago
mais confortavel a todas as coisas que entram borbulhando,
gases acidos subindo dentro do pescoço,
os ossos esmigalhando de trás do rosto vermelho esquentando,
incontrolável e já se passaram das duas,
todas as coisas que achou que falaria e não.
segunda-feira, outubro 28, 2013
atenuo meu lado sadico, olhando enquanto acha que sabe do que tá falando,
por que é ingenuo o outro achar que não olham enquanto olham pra baixo,
disfarçando o desespero de cada palavra jogada, transpirando,
sim, o suor escorre pelos lados do seu rostinho bonito, feito em casa,
na tentativa desesperada de parecer demais dentro dos seus jeans, normal,
traduz traços rudes de quem não sabe o que faz, de quem não sabe o que precisa fazer,
assim vai fazendo qualquer coisa-copia dos sordidos movimentos da tevê,
e a risada me ecoa por dentro que quase vaza, reparei pelas frestinhas dos olhos,
quando achou que eles estavam fechados, que quase me viu rir,
você me perguntou o por que do quase-riso, respondi entredentes,
segurando mais forte, que era nada, nada não.
domingo, outubro 13, 2013
terça-feira, abril 30, 2013
Sono
quinta-feira, abril 18, 2013
domingo, abril 14, 2013
outch
quarta-feira, abril 10, 2013
Sobre encontros inesperados.
O que dizer das horas em que não dá mais pra falar nada... Um monte de verdades jogadas na cara e alfinetes maldosos fincados nos espaços entre os dedos... traz sua pior personalidade à tona, não é mesmo queridinha?! É mesmo.
terça-feira, abril 09, 2013
O.O
é que dormir virou mais um luxo
do que uma necessidade,
que acontece toda noite
só no clareando do dia,
as luzes entrando pelas frestas
das cortinas mal fechadas
por quem não sabe o que é
domir só no claro,
cinco, seis, sete da manhã,
e o despertador toca,
eu tampo os ouvidos
e continuo sonhando
que tá de noite.
domingo, março 03, 2013
sexta-feira, fevereiro 15, 2013
Tadá
sexta-feira, fevereiro 08, 2013
quarta-feira, fevereiro 06, 2013
Gastura
quarta-feira, janeiro 30, 2013
wearing old hoodies
dá pra ouvir barulhos,
nervosismo, ansiedade,
tenho calor e frio invertidos,
de tanto, mas, tanto...
medo acho, achado,
não fecho mais os olhos,
no susto deixo-os abertos,
vejo cada detalhe,
por pior que seja, e é,
cada detalhe pior,
roubam coisas de casa,
mas, depois devolvem,
é tipo pegar emprestado,
só que não,
me força a decorar,
todos os objetos de valor,
sentimental barato,
todas as nuances e tons,
pra bater o olho e perceber,
alguma cor faltando,
nunca percebi nada,
nunca decorei nada,
na da verdade,
na da mentira,
decoro nada mesmo,
só acredito.
quinta-feira, setembro 20, 2012
Porém...
quinta-feira, julho 26, 2012
Já é tarde demais e o tom amarelo do meio dia invadia minha sala, deixei todas as portas e cortinas abertas pra luz entrar, assim eu não precisava acender nenhuma lâmpada, do chuveiro não ouço quase nada no resto da pequena casa, mas, numa fração de segundo me transportei e quando percebi estava ouvindo a música que cantaram naquela manhã, e tive quase certeza que.... era verdade... mas, a brisa estava um pouco diferente, mais intensa talvez, e estava menos frio do que sempre esteve, e meu violão não era afinado a meses....enfim, estive com essa melodia o dia todo na cabeça, fiquei cantarolando pelos cantos, pareceu muito bonito pra quem ouviu... mas, é uma música muito, muito triste.
sexta-feira, julho 06, 2012
quinta-feira, julho 05, 2012
segunda-feira, julho 02, 2012
terça-feira, junho 05, 2012
quinta-feira, maio 31, 2012
Dessas coisas que nunca (ou sempre)
vão se auto-sobrepor ... ah!
quarta-feira, maio 02, 2012
sexta-feira, abril 06, 2012
convenhamos
quinta-feira, fevereiro 02, 2012
quinta-feira, janeiro 26, 2012
quarta-feira, janeiro 25, 2012
terça-feira, janeiro 24, 2012
as mãos começaram a pesar,
cresciam gigantes,
gordinhas e quentes,
os dedos não dobravam,
mover algum musculo,
parecia impossivel,
as palpebras forçaram dormir,
escurecia e embaçava,
1, 2 e 3 inchando sem parar,
turbulências subiam o estomago,
de subto despertava assustada
não conseguia dormir a noite
mas, pelomenos estava toda doce.
segunda-feira, janeiro 23, 2012
8H
quarta-feira, janeiro 18, 2012
há anos
segunda-feira, janeiro 09, 2012
segunda-feira, janeiro 02, 2012
ler muito me deixa assim
tentamos umas duas vezes,
a escolhida foi a segunda alternativa,
(na verdade apenas por imprevisto que não foi a primeira)
enfim, chegamos em algum lugar bem agradável,
antes do algum outro lugar,
por que não parar?
andar alguns passos na terra
e sentar num muro de pedra qualquer,
rolha, cigarros e luz da lua,
que lua,
que aparecia de vez em quando
em nuvens cinzas e raios no céu,
só ao longe agora,
e nossos pés pendiam do muro alto
pra um pasto recem molhado,
o nublado deu a impressão que
você me dançava para o fim do amor,
indo ao longe em algum lugar escuro,
umido, cheio de sombras e branco difuso,
o fim do que é, simplemente,
e meu coração encheu de esperança
ao simplemente ver que existe o nada,
depois do fim,
o nada,
que simples deixa de ser algo
e passa a ser conjunto de uma coisa bem maior
perde a existencia pontual
fixa o próprio entendimento
em algo que não precisa se perder
ou entender e perceber alguma coisa que possa ser
e de branco sentava numa cadeira branca,
debaixo de um céu branco e uma tenda branca,
olhava de lá como um faraó olha de dentro
de suas vestes brancas pra um deserto seco,
sem perceber que o verde do ar a circulava inteira,
inteira pendendo levemente pro lado verde,
em todos os lados para qual olhava,
minto, minto,
atras de si estava azul,
como uma miragem bordeada de areia bege e marrom,
por que nas miragens, convenhamos,
tem que ter marrom,
(mesmo se for só aquelas fontes que jorram agua pela boca de um menino pequeno)
pelo menos tinha que ser marrom
parece mais molhado e dificil de atravessar.
quinta-feira, dezembro 15, 2011
quarta-feira, dezembro 14, 2011
pulando todos verdes pros tantos lados,
cima, baixo, lado, outro e outro e outro,
a gravidade deixou de existir,
senti meus pés desencostando do chão,
os grilos encostando em mim,
grudavam secos, mil patinhas secas,
me coçavam nas juntas e eu coçava,
até sangrar muito pros tantos lados,
e pulando os grilos ficavam todos vermelhos.
Paciência
-Perseverança, constância.
-Nome de certo jogo de cartas.
terça-feira, dezembro 13, 2011
fona
quarta-feira, dezembro 07, 2011
Longo
segunda-feira, dezembro 05, 2011
terça-feira, novembro 29, 2011
Oh dear!
Não.
pelo nome,
Chamei-o pelo olhar,
suave e melancólico,
te evocar.
segunda-feira, novembro 28, 2011
PSFT
quarta-feira, novembro 23, 2011
diretamente
e me assombrei,
cruzei olhares por vezes,
continuava estático,
brilhando ao fundo,
bem ao fundo,
e na frente,
por que,
nisso se tinha
frente e verso
e fundo,
foi ai que me assombrei
e cruzei olhares
com o céu,
pra ter certeza,
refletia de um lugar?
tinha que ter
algum lugar,
mas, não, não tinha,
deixava a névoa,
simplesmente,
ir tomando conta,
transformando
tudo em ...
meu benzinho
quarta-feira, novembro 16, 2011
3
segunda-feira, novembro 14, 2011
domingo, novembro 13, 2011
releitura
Liiiin,
com uma estranha qualquer
quarta-feira, novembro 09, 2011
domingo, outubro 30, 2011
quarta-feira, outubro 26, 2011
Confissão
e ... que seja,
nada,
e eu secando ali,
terça-feira, outubro 25, 2011
terça-feira, outubro 11, 2011
segunda-feira, outubro 10, 2011
4
latentes e ....
agora que percebi
sinto.
Então na dúvida me corroí levemente, mas, sei muito bem que, se realmente aguardasse por algo e isso acontecesse, não saberia o que fazer, como não soube até agora, é muito estranho a reciprocidade me assustar um tanto assim, como se na fuga desesperada do consentimento eu o espera-se mais do que nunca, isso que não chamo pelo nome de Meu por que é Seu.
quarta-feira, outubro 05, 2011
segunda-feira, outubro 03, 2011
sexta-feira, setembro 30, 2011
seguindo com os olhos
do ar de melancolia,
da falta de coragem,
do guardado por imperfeição,
ou puro perfeccionismo,
me parece tão bonito,
tão real e palpável,
suspirável e engolível,
esse cinza que me preenche,
me esvazia logo em seguida,
e eu duvido...
respiro e reparo,
suspiro e amparo,
retiro e faro,
não é uma porta
em que se entra ou sai,
é apenas estar,
e eu estou
na delícia de doer,
quando olho você indo,
e você não me vê.
segunda-feira, setembro 26, 2011
dor nas costas
rearranjando os móveis
de um jeito que nunca esteve,
pra ver se paro de lembrar
de como eram antes,
mas agora, infelizmente,
não paro de pensar
na janela quebrada.
sexta-feira, setembro 23, 2011
terça-feira, setembro 20, 2011
PASMO
é de certo um carregado que não deixa claro,
não existe e mesmo assim me basta,
de desconcerto.
segunda-feira, setembro 19, 2011
domingo, setembro 18, 2011
extended version
não sorriram em retorno hoje,
nenhum reflexo que possa,
ser digno de ser entitulado como,
continuei andando pelo menos,
minuciosamente calculando passos,
a rouquidão da voz...
a pressão no peito...
o tintilar leve entre os suspiros,
traguei um choro forçado,
como uma nevoa densa,
na cor dos teus olhos,
a música ininterrupta ao infinito,
até a exaustão revelar,
indiscretamente,
uma encruzilhada deixada para trás,
onde perdi de vista,
o zelo e brio.
ombros
quinta-feira, setembro 08, 2011
1999
Engraçado esse meu jeito falso-super-verdadeiro de tratar as conversas. Parece que sempre quero algo a mais ... ou a menos. Dá pra perceber quando acham que falaram demais, e, pode ser prepotência da minha parte mais uma vez, mas, depois eles vão embora por achar que é muito real pra engolir, tipo uma ostra semi-viva ainda se mexendo no limão...enfim, o negócio é que as coisas sempre se vão. Talvez, e se talvez....Oh, o que será de mim apenas comigo mesmo?!
quarta-feira, agosto 24, 2011
Para oferecer algum tipo de esconderijo, ou algo que se transformasse em uma suavidade a mais, se projetava numa repulsa aparente, mais por não querer ser um ponto de fuga do que a existência de um asco qualquer.
Então as palavras se desconectaram e nada mais sobrou para falar, na tentativa de parecer coerente percebeu pela primeira vez que nada ali a completaria por mais que ousasse.
A atenção se perdeu e ela se prendeu em alguns Us das frases, sem perceber deixou ir o enquanto sem nenhuma reação momentânea, e, descobriria depois, que não haveria nenhuma reação nunca mais.
segunda-feira, junho 13, 2011
southern sky
Era uma manhã fria com um céu azul limpo e esbranquiçado, daqueles que você sabe que na sombra fará frio. Todas as pessoas na rua carregavam os seu casacos e usavam óculos escuros, não tinha sol propriamente dito, mas, a claridade realmente incomodava e a essa altura já me arrependia de ter deixado os óculos no criado mudo ao lado da cama.
quarta-feira, novembro 03, 2010

Não é bem isso, mas, pode ser alguma coisa chamada de prisão, como se aprisionasse em mim o dever de aprisionar o outro, na imensidão do estar... imensidão não... é mais como saturação,
Isso...saturação, acumulada por dias a fio sem que eu perceba, juntando horas, gestos, palavras, sacrifícios, olhares respondidos com um mau humor repentino seguido de um silencio mortal.
E não se sabe da onde está saindo e muito menos pra onde vai, fico então, extasiada na duvida de não saber o que fazer ou se fazer, tentando convencer a falar ou gritar, ou murmurar, bater, sorrir, chutar chorar, fugir... tanto faz... me fala qualquer coisa PELAMORDEDEUS.
Mas não, fica o maldito silencio, que faz me remoer por dentro, me faz imaginar tudo que pode ser imaginado pelo outro, e na minha imaginação, me encontro sozinha, e livre, sem ter que desvendar nada de ninguém, apenas me deparando com a sinceridade que sempre busquei em alguém.
uma pura transparência....um reflexo do meu próprio motivo para ser.
sem essa merda de bons costumes pra cima de mim.
...olha só que ridículo!
sábado, setembro 18, 2010
é assim que eu acordo.
terça-feira, maio 18, 2010
sexta-feira, dezembro 18, 2009
ulalá
pra matar as saudades com antecedência,
na intensidade que precede a separação,
em todos os casos amo só quando é assim,
aperfeiçoa-me na ideia do felizes para sempre,
no sentimento inacabado esperando reencontro,
me encontro, te encontro nessa histeria,
nessa histérica tentativa de reconhecer,
por dentro o que grita pra sair,
e num disfarce pra não perceberem,
quero que me puxe pra dentro, meu bem,
antes que perceba que era só.
quarta-feira, dezembro 09, 2009
querido diário ?
Por muito tempo não ficava assim, triste ... só brava, descontrolada, explodindo ódio e loucura pelos poros,
isso é algo que não controlo muito.
Mas é, a partir do momentos que vejo que coisas importantes para mim não são as mesmas coisas que importam para os outros,
acabo sentindo que perdeu o sentido.
Não que pessoas sejam recicláveis, elas sempre tem o seu lugar guardado, todo mundo sabe disso, mas é só que ... a impressão de que
passou o momento, e isso passa mesmo por que é algo volúvel.
Na mutação dá pra ver que simplesmente passou, os detalhes lindos se tornam irrelevantes.
Opiniões antes principais acabam caindo num canto muito além do secundário, só pra continuar vivendo sem questionar.
Então perco a vontade de correr atrás, perco a vontade de ligar, de brigar, de chorar, perco a vontade de saber,
fica esse marasmo estático inútil.
E nele consigo ver de fora todo o esforço alheio enfraquecendo, se o momento voltar, quem sabe, poderemos rir de tudo isso,
como se fosse uma história bem bonita desgastada pelo tempo.
Dá pra enquadrar, mas não dá pra viver.
domingo, setembro 20, 2009
sexta-feira, setembro 18, 2009
e falta o silêncio, aquele confortável.
Foda é se acostumar com o contrário
e não saber mais o que pensar sobre.
Não que realmente mude
alguma coisa física, sei lá,
mas é que muda a sensação.
De: não ter problema enquadrar
para: um problema à sobrepor.
E onde fica o tudo nessa história?
Sem nenhuma solução plausível,
além de conversas sem sentido,
por horas ... que chato!!!
Fora do momento nada existe,
já dizia a minha mente há tempos.
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Normalmente não é o que acontece, e quero achar que é o contrário, que tudo isso é manipular os pensamentos para tomar proveito... de mim? Que audácia a minha, ou será que não?! Me sinto mais sincera, falo como se todos entendessem.
E os nós dos dedos apertando, os braços, o rosto, um rosto que eu não conheço, dois, três, quatro deles, não conheço mais nada, mas, me parece tão familiar...


