segunda-feira, outubro 10, 2011

4

agora que percebi
escrevo,

como se continuasse
um assunto inacabado
que ninguém sabe,

por que
não comecei
do começo,
comecei
do meio,

pra não falar demais
sobre todas as coisas
latentes e ....

agora que percebi
sinto.

Então na dúvida me corroí levemente, mas, sei muito bem que, se realmente aguardasse por algo e isso acontecesse, não saberia o que fazer, como não soube até agora, é muito estranho a reciprocidade me assustar um tanto assim, como se na fuga desesperada do consentimento eu o espera-se mais do que nunca, isso que não chamo pelo nome de Meu por que é Seu.

quinta-feira, outubro 06, 2011

sentir me basta...
o foda é ter essa puta necessidade de falar.

quarta-feira, outubro 05, 2011

acaba nessa falta de cor,
com uma cumplicidade,
incomum e subentendida,
não preciso perguntar,
nem responder nada,
fico parada vagando,
na sua inocência obscura,
sinceramente sorrindo,
aqui dentro de mim,
ai dentro de você.

segunda-feira, outubro 03, 2011

simples assim, deixo-me assustar na simplicidade de parecer com muitos que já pareceram se encaixar na hora e lugar, perfeitamente...mas, dessa vez, tem essa sutil imperfeição somada aos poros, algo que me parece uma simples mentira, que, sem expectativas, sigo fácil. São alguns tons acima ou abaixo, tudo uma questão de ângulo. A verdade é sua, a vontade é minha, assim, simplesmente fazemos uma faísca qualquer, e, por não ter no que devêssemos acreditar, escrevo sobre você quase todos os dias e é simples.

sexta-feira, setembro 30, 2011

seguindo com os olhos

gosto do cinza,
do ar de melancolia,
da falta de coragem,
do guardado por imperfeição,
ou puro perfeccionismo,

me parece tão bonito,
tão real e palpável,
suspirável e engolível,
esse cinza que me preenche,
me esvazia logo em seguida,

e eu duvido...

respiro e reparo,
suspiro e amparo,
retiro e faro,
não é uma porta
em que se entra ou sai,

é apenas estar,
e eu estou
na delícia de doer,
quando olho você indo,
e você não me vê.

segunda-feira, setembro 26, 2011

dor nas costas

quebrei a janela
rearranjando os móveis
de um jeito que nunca esteve,
pra ver se paro de lembrar
de como eram antes,
mas agora, infelizmente,
não paro de pensar
na janela quebrada.

sexta-feira, setembro 23, 2011


é aí que deparo com,
a tentativa histérica,
de preencher algo
que não está vazio.

quinta-feira, setembro 22, 2011

Fico rolando na cama 
durante horas antes de dormir 
e horas antes de acordar

terça-feira, setembro 20, 2011

tento fugir de mim para reviver o que nunca esteve na memória,
me transporto para um passado dissolvido no inventado,
reconstruo o que quero de volta ao pé do ouvido,
o tempo está parado no momento há anos,
você sai de novo pela minha porta,
e eu tenho tanto medo de você.

PASMO

Não digamos nada,
por que o som da voz
quero de olhos fechados,

nos olhares, me estranho, mas,
se devem constrangedores, pra notar
que o impreciso é prazer do riso guardado,

no impulso calo, aguardo, parece vago, mas,
é de certo um carregado que não deixa claro,
o anseio da aflição incerta é evidente,

não existe e mesmo assim me basta,
em suspiros, palavras sinceras,
e gargalhadas famintas,

de desconcerto.

segunda-feira, setembro 19, 2011

Repito em voz alta que não é real, que não é nada para se preocupar e que será como sempre, com horas a mais na cama, com refeições e quilos perdidos, com alguma olheira visível de longe.

domingo, setembro 18, 2011

extended version

Com uma falta absurda de ar,
não sorriram em retorno hoje,
nenhum reflexo que possa,
ser digno de ser entitulado como,
continuei andando pelo menos,
minuciosamente calculando passos,
a rouquidão da voz...
a pressão no peito...
o tintilar leve entre os suspiros,
traguei um choro forçado,
como uma nevoa densa,
na cor dos teus olhos,
a música ininterrupta ao infinito,
até a exaustão revelar,
indiscretamente,
uma encruzilhada deixada para trás,
onde perdi de vista,
o zelo e brio.
Eu aumento o volume e meus pés começam a seguir o ritmo, fecho meus olhos e prendo a respiração, então consigo ver você me vendo.

ombros

é simples assim, você vai faz de novo e pronto, então resta aquela poeira no ar, cheia de dúvidas e promiscuidade.
Assim se afastava e olhava bem de longe,
percebendo as marcas de expressão se esvaindo,
deixando sombras, as sobras relutantes,
a saudade de um lugar que não existe mais,
ou apenas muita química no sangue,
o que lhe pareceu convidativo, com certeza,
eu convidaria, risadas compradas, por que não,
então voltou a si com a dor presa no peito,
incapacidade ou excesso de iniciativa,
estava ao lado, como antes, como depois,
e mesmo que pareça certo, talvez não esteja,
mas, tem que doer muito até passar de vez.

sinto, sim.

quinta-feira, setembro 08, 2011

1999

Engraçado esse meu jeito falso-super-verdadeiro de tratar as conversas. Parece que sempre quero algo a mais ... ou a menos. Dá pra perceber quando acham que falaram demais, e, pode ser prepotência da minha parte mais uma vez, mas, depois eles vão embora por achar que é muito real pra engolir, tipo uma ostra semi-viva ainda se mexendo no limão...enfim, o negócio é que as coisas sempre se vão. Talvez, e se talvez....Oh, o que será de mim apenas comigo mesmo?!

quarta-feira, agosto 24, 2011

Ela não deveria revelar suas orações escondidas e percebia a cada palavra, soando pesadamente, mesmo assim não conseguia controlar o fluxo que dava voltas em assuntos inexistentes.

Para oferecer algum tipo de esconderijo, ou algo que se transformasse em uma suavidade a mais, se projetava numa repulsa aparente, mais por não querer ser um ponto de fuga do que a existência de um asco qualquer.

Então as palavras se desconectaram e nada mais sobrou para falar, na tentativa de parecer coerente percebeu pela primeira vez que nada ali a completaria por mais que ousasse.

A atenção se perdeu e ela se prendeu em alguns Us das frases, sem perceber deixou ir o enquanto sem nenhuma reação momentânea, e, descobriria depois, que não haveria nenhuma reação nunca mais.

segunda-feira, junho 13, 2011

southern sky


Era uma manhã fria com um céu azul limpo e esbranquiçado, daqueles que você sabe que na sombra fará frio. Todas as pessoas na rua carregavam os seu casacos e usavam óculos escuros, não tinha sol propriamente dito, mas, a claridade realmente incomodava e a essa altura já me arrependia de ter deixado os óculos no criado mudo ao lado da cama.

Lembro-me perfeitamente das lentes viradas para baixo com desleixo, no meio de algumas folhas amareladas e secas do lírio morrendo no vaso. A vontade de fazer algo era tão pouca que até a planta me esquecera de molhar e das 14 flores apenas 3 brotaram e as folhas já caídas combinavam com botões agora murchos e escurecidos.

De qualquer jeito ainda tinha muito para andar e não deveria agora pensar sobre as pendências cada vez maiores na minha rotina forçada. Conseguia resolver tudo ao mesmo tempo pela manhã, mas eu só queria ficar estática na minha cama, abrindo os olhos de tantos em tanto minutos apenas para perceber que a cor do dia já mudará para um azulado quente indicando que eu já deveria ter me levantado há horas e era isso que eu fazia há algum tempo, o que obviamente fazia meu dia ser absurdamente corrido, com algumas pausa para engolir qualquer coisa que me fizesse não ter uma imensa dor de cabeça no fim da tarde.

Por mais descansada que estivesse parecia que minhas pernas tinham um peso gigante, como se eu não as utiliza-se a dias, semanas quem sabe e meus passos eram penosos, a ponto de meu poder de distração com a paisagem ser impossibilitado pelo imenso cansaço de repetidamente ter que me distrair. Poucos pensamentos passavam pela minha cabeça na hora e uns dos únicos que permaneceram após a caminhada árdua era se a minha capacidade de me distrair com coisas simples ainda existia.

Me deu uma saudade intensa dos meus passeios descompromissados em bosques vizinhos, espaços pequenos embaixo de árvores, cafés, museus, cinemas de arte isolados, lugares que eu sabia que nunca encontraria ninguém conhecido e que provavelmente ninguém gostaria de me conhecer, e nisso eu passava horas sozinha conversando com meu cachorro e obtendo respostas consideráveis sobre como as coisas podem ser bem mais calmas e passíveis.

Durante todo o caminho a sensação de uma falsa melancolia me dominava quase por completo, falsa, por que eu tinha a certeza quase palpável de que não existia motivo nenhum para ela acontecer ou se manifestar por razões externas.

Não sei se dias de outono me deixam assim mesmo, enfim, o fato é que meus vinte cigarros diários acabam lá pelo fim do dia me forçando a comprar mais vinte ao voltar parar a casa pelo mesmo caminho que conheço perfeitamente, mas que cada dia mais tem se mostrado invisível, como se eu pegasse um túnel de volta pra casa e não me importasse mais com quase nada externo a mim. Tanto em minha parte racional quanto emocional o classificam como ruim, mas eu não ligo mais ... nem pra isso.


quarta-feira, novembro 03, 2010


Não é bem isso, mas, pode ser alguma coisa chamada de prisão, como se aprisionasse em mim o dever de aprisionar o outro, na imensidão do estar... imensidão não... é mais como saturação,

Isso...saturação, acumulada por dias a fio sem que eu perceba, juntando horas, gestos, palavras, sacrifícios, olhares respondidos com um mau humor repentino seguido de um silencio mortal.

E não se sabe da onde está saindo e muito menos pra onde vai, fico então, extasiada na duvida de não saber o que fazer ou se fazer, tentando convencer a falar ou gritar, ou murmurar, bater, sorrir, chutar chorar, fugir... tanto faz... me fala qualquer coisa PELAMORDEDEUS.

Mas não, fica o maldito silencio, que faz me remoer por dentro, me faz imaginar tudo que pode ser imaginado pelo outro, e na minha imaginação, me encontro sozinha, e livre, sem ter que desvendar nada de ninguém, apenas me deparando com a sinceridade que sempre busquei em alguém.

uma pura transparência....um reflexo do meu próprio motivo para ser.
sem essa merda de bons costumes pra cima de mim.


...olha só que ridículo!

sábado, setembro 18, 2010

 é como se não existisse isso na minha vida e eu convivesse com a possibilidade de, um frio colegial na barriga, como se eu estivesse de vestidinho sexy com um bando de lobos e eu tenho que correr, correr e fugir pra me salvar, só que em câmera lenta e com chuva e com vento sensual, que me dá uma vergonha de falar com vocês que já viram esse filme, como se eu precisasse me esconder pra ter vontade, nessa hora os lobos me alcançam e eu morro estraçalhada enquanto a cena escurece e fiiiiiiiiiiiiiiiiiiim.





é assim que eu acordo.

terça-feira, maio 18, 2010

A luz entra por uma pequena fenda no canto esquerdo da janela, cortinas xadrez de tons escuros, parece que já é tarde demais. Ao meu lado um amontoado de cobertor, branco, rosa, azul, marcando a presença do que acabou de esvair. Escurece nos cantos da visão, então, uns 80 quilos esmagam meus pulmões impedindo movimento algum. Abro os olhos novamente num susto e tudo parece igual. Mas, você passou por aqui, não passou?




dá pra sentir...

sexta-feira, dezembro 18, 2009

ulalá

mas eu volto sempre....
pra matar as saudades com antecedência,
na intensidade que precede a separação,

em todos os casos amo só quando é assim,
aperfeiçoa-me na ideia do felizes para sempre,
no sentimento inacabado esperando reencontro,

me encontro, te encontro nessa histeria,
nessa histérica tentativa de reconhecer,
por dentro o que grita pra sair,

e num disfarce pra não perceberem,
quero que me puxe pra dentro, meu bem,
antes que perceba que era só.

quarta-feira, dezembro 09, 2009

querido diário ?

"Estou triste."

Por muito tempo não ficava assim, triste ... só brava, descontrolada, explodindo ódio e loucura pelos poros,
isso é algo que não controlo muito.



Mas é, a partir do momentos que vejo que coisas importantes para mim não são as mesmas coisas que importam para os outros,
acabo sentindo que perdeu o sentido.



Não que pessoas sejam recicláveis, elas sempre tem o seu lugar guardado, todo mundo sabe disso, mas é só que ... a impressão de que
passou o momento, e isso passa mesmo por que é algo volúvel.



Na mutação dá pra ver que simplesmente passou, os detalhes lindos se tornam irrelevantes.
Opiniões antes principais acabam caindo num canto muito além do secundário, só pra continuar vivendo sem questionar.


Então perco a vontade de correr atrás, perco a vontade de ligar, de brigar, de chorar, perco a vontade de saber,

fica esse marasmo estático inútil.



E nele consigo ver de fora todo o esforço alheio enfraquecendo, se o momento voltar, quem sabe, poderemos rir de tudo isso,
como se fosse uma história bem bonita desgastada pelo tempo.



Dá pra enquadrar, mas não dá pra viver.

domingo, setembro 20, 2009

a diferença da respiração me entrega, e por mais baixo que esteja, consegue descobrir e me abraça forte...
É como se minha vida fosse inventada e todos os problemas atuais se baseassem nessas invenções,
a cada nova intriga perturbadora houvesse mais um conto de fadas inacabado. . . mal sabem que a bruxa sou eu e a princesinha são todos vocês, sob o controle da minha magia manipuladora:

"TE CONVENÇO PELA MINHA LOUCURA DISFARÇADA DE GRAÇA"

Pare pare e pare.

Arrume tudo no lugar, para convencê-los da rotina incerta e inimaginável, para sobrepor o crime sem testemunhas, para conseguir álibis, os mais confiáveis, e por que não!?

Eu chorarei por mim fingindo que é por você, um tanto quanto confuso, fazendo sentido só no que não foi dito na mentira que cobre minha vida de um jeito muito mais emocionante do que eu pensava.

sexta-feira, setembro 18, 2009

me concentro, desconcerto, conecto na mente coisas ínfimas e crio, destruo todo o resto, acho o significado correto, pensamentos alterados, levanto e saio, respiro ar poluído, volto, sento, espero, passo o tempo, recrio tudo de novo, decido, aviso, crio alibis, explodo, fecho tudo, volto ao trabalho, não consigo, faço um pouco, desconcentro, procuro, evito, procuram, evite evite eu digo, olho pro lados, tento achar palavras, musicas, condiz, tudo sempre condiz, na mente, maldita, desconecto, tudo some, foge do controle, enfim sento e espero o nada, um grande monte de nada que eu mesmo criei, enfim só, como eu quis quero e fim... todo resto é inútil, pra mim, até você é......pare de ler.
Aí tudo acaba decantando,
e falta o silêncio, aquele confortável.
Foda é se acostumar com o contrário
e não saber mais o que pensar sobre.

Não que realmente mude
alguma coisa física, sei lá,
mas é que muda a sensação.
De: não ter problema enquadrar
para: um problema à sobrepor.

E onde fica o tudo nessa história?
Sem nenhuma solução plausível,
além de conversas sem sentido,
por horas ... que chato!!!

Fora do momento nada existe,
já dizia a minha mente há tempos.

quarta-feira, fevereiro 18, 2009




















Seja sincera com você mesma, seja sincera é como me dizem.

Normalmente não é o que acontece, e quero achar que é o contrário, que tudo isso é manipular os pensamentos para tomar proveito... de mim? Que audácia a minha, ou será que não?! Me sinto mais sincera, falo como se todos entendessem.

E os nós dos dedos apertando, os braços, o rosto, um rosto que eu não conheço, dois, três, quatro deles, não conheço mais nada, mas, me parece tão familiar...

domingo, janeiro 11, 2009

depois do ponto uma letra maiúscula enquanto eu ganho um premio por ser uma pessoa exemplar,
dos meus olhares no espelho para não gaguejar à uma imagem perfeita na tela,
com a vida levemente continuando com nenhum detalhe perceptível,
me dói, e eu adoro!
São como aquelas nuvens de chuva de verão,
muito muito escuras e passam chovendo em tudo
uma chuva que dura de 10 a 20 segundos

tudo muito técnico!

sábado, dezembro 06, 2008



E tudo correra bem como combinado, tudo corria extremamente bem com momentos agradáveis mesmo. Pausas para alguns lamentos sob olhares cotidianos com um pouco de falta de controle momentâneo, mas enfim, respirou fundo, fumou mais um cigarro e lágrimas de desespero rolaram escondidas no lado fora.

Então retornou, encarou a situação e as mãos ficaram tão presas que jurou que nunca se soltariam. Mesmo assim, precisava de sorrisos, era o lugar e a hora para isso, então os deu, e deu também o prazer da companhia, deu a leveza de estar somente ao lado num momento marcante, firmemente estacada como mais uma parte de sua vida.

Por alguns segundos, torceu para que não acontecesse, torceu para que não tivesse de deixá-lo ir, mas, como se não tivesse tempo suficiente para lidar com a ideia, abraçou-o ao pé do ouvido, repetiu todo o acostumado diariamente, e ao tentar romper a superfície o tempo acabou.

E percebeu, ao virar-se então, que a imagem embaçara, que talvez não conseguisse segurar. O fato de não ter que falar mais nada ajudou outros sorrisos estampados com marcas de tristeza ao fundo. Ao procurar, cruzou olhares duas ou três vezes com um pesar que nunca vira antes.

E era só a primeira noite.

quinta-feira, novembro 06, 2008

Afundara na poltrona, mais um cigarro, mais um desses, não deixara o vício parar, e se deixasse pararia mesmo, mas, qual seria a graça dos momentos de tédio espalhados então?!

Deu-se conta então, que se dedo apertava automaticamente um botão, uma rotina em outro lugar, água, era o sétimo copo talvez, e mesmo assim sentia as cinzas colando na garganta, era o vício, mais água e não adiantava.


O tempo combinado, com cinco minutos de atraso, ele esperava na porta, ele esperava? 
Conseguira materializa-lo assim, ali parado, esperando com mais um daqueles cigarros, olha
va para os lados e os cinco minutos de atraso, cinco, sete, dez, quanto mais agora.

Mesmo assim, mesmo sabendo, continuara se afundando na poltrona usada, curiosamente branca demais com todos os deus minutos de atraso, cinco no mínimo para cada cigarro, HAH, cigarro.


É, o atraso que continuara a carregar, juntamente um lápis, a ponta gasta, a escrita quase ilegível no maço de papéis dobrados, e, inconsciente ou não, escrevendo o presente, o dele, o meu, e, quem diria, o seu também.

quarta-feira, outubro 29, 2008

Vai

Chegou a hora... Sinto que chegou... Meus pés agitados me mostram que não aguentei... Preciso ir... preciso ser... Fazer algo... Pensar uma vez só e decidir... Abraçar a dor no peito e seguir com ela por aí até achar um lugar lindo em que eu possa solta-la sem querer.

sábado, outubro 18, 2008

a pulsação se revela nos olhos,
sem dormir, sem focar,
sem fechar de tão inchados,

a contração forte no peito,
sem deixar contar,
o porque e por que,

prestar atenção piora,
não prestar arrepende,
e molha os ombros,

sem o menor esforço,
e segurando a respiração,
qualquer coisa faz isso

agora qualquer coisa faz,
dá até sono com enjoôs.

quinta-feira, setembro 18, 2008

Não é respeito.


Não é respeito, é reconhecimento 
e um pouquinho de confiabilidade, mas,

falta lembrar-lhe de que está lidando com algo bem mais esperto do que pensa, 
um cavalheirismo tão sobrenatural que a maior parte de mim faz uma reverência, 

sei exatamente quais são os atos que circundam uma realidade nova,  
o momento que todos postergam e sofrem enquanto decidem se é a hora certa, 
  
por que depois da ideia já instalada a única decisão é o momento mesmo,  
uma hora ou outra acontece, com puxões de cabelo ou não,
  
então por que decidir esperar se podemos passar sobre a parte dolorosa,  

deixemo-la então ali, enquanto espera para dar um alegre bom dia, 
totalmente ensaiado entre os horários da agenda cada vez mais ocupada,  

vou tirando aos poucos as neuróticas tentativas de explicação da cabeça 
e me deparo com um mundo tão cinzento que dá vontade de correr,  

onde os cigarros ficarão com um gosto menos convidativo, 
onde os outros gostos não fazem mais diferença nos olhos fechados,
   
minhas duas caras não tem habilidade suficiente
para pensar por dois lados diferentes ao mesmo tempo.
correr rápido, mas tão rápido, que chega a sair do chão,
quando as roupas rasgam e os olhos não conseguem mais abrir,
as lágirmas escorrem pelos cantos cortando a pele,
e arde, e sangra, e venta, e chove, e continue até cair.

segunda-feira, agosto 11, 2008


E todo tédio se tranforma no mais irresistível possível,
sem aguentar mais fazer um monte gordo de nada,
implorando por nenhum estímulo revitalizante,


e os móveis sugando a força vital,

e o corpo afundando levemente,

manufaturando o sono,

viciante.

quarta-feira, junho 18, 2008

é o fim temporada de reabilitação
e estamos de volta a vida,
preparados para sair por aí apenas
dentro dessa cúpula protetora,

placas, grama, sol, nuvem,
e tudo passa tão rápido,
que só sabemos o que é
por que estamos acostumados,

90, 120, 150, e você corre mais,
não olhamos mais pra velocidade,
depois disso não dá pra tirar os olhos
das imagems que a rapidez forma,

de repente eu sinto,
ele olhando pra mim,
e ele estava lá antes,
ele ainda esta lá,
do outro lado do vidro,
bem na minha frente,
gritando e esmurrando,
me chamando pra sair,

eu pulo e saio de você . . . sinto muito.

domingo, maio 11, 2008

Aquela repressão de anos dentro de uma caixinha bem pequena,
com todas as paredes estourando e olhos semi-cerrados pra tentar focar,
vindo a tona tão rápido que os pulmões e os tímpanos explodem.

Sai um som agudo de vez em quando e sobra um baque surdo,
que atordoando por horas aumenta o ódio por situações normais,
e os olhos desviando concientemente deixam a idéia acesa.

E continue sem se dar conta, não pense duas vezes, está tudo bem,
por alguns segundos anteriores de alta cumplicidade incomum,
de repente emudece, sobressaltando a parte que nunca existiu.

Pensamentos inorportunos, nuvens cinzas e um medo de não resistir,
por que realmente era legal, mas tão legal mesmo, que tintilava frenteticamente,
na errônea alternativa de não saber como fazer decorrer sem preocupações.

Fique mais um pouco e vamos conversar de coisas por horas escuras,
embaralhe e fique mais ainda, vendo se tudo isso realmente quer acordar,
de qualquer maneira, depois de pensar tanto sobre, não temos tanta escolha.

Tem algo a perder?

terça-feira, março 11, 2008

Falta sono, vontade, coragem,
falta químicos, gritos, risadas,
falta alguém pra me acordar de manhã,
mas, sabe .... esse alguém nem é você

domingo, novembro 11, 2007

^^WTF?

E nada passa de uma afinação nova,
mais agradável aos ouvidos,
com sons diferentes, com notas iguais,
a música vira trilha sonora,
parece que a chuva percebe e vai,
parece que o sol acompanha e volta,
e então, anoitece...

segunda-feira, outubro 29, 2007

Complicada, prazer!


Então eu me dei ao luxo de voltar no tempo, e ser um pouquinho como eu era antes ....

Antes?

Pensando bem, esse é jeito que eu volto a ser quando não tenho mais chão...quando o conto de fadas cor de rosa é destruído pela bruxa má (ao pé da letra em todas as vezes)

E pq sempre tem um bruxa má?

...

Mas não, não é hora de devaneios e ressentimentos rancorosos,

O fato é: aconteceu de novo, na verdade eu deixei acontecer ... pois cá entre nós, essa merda de destino nem existe e a gente deixa tudo pronto pra acontecer, uma simples manipulação dos fatos muito bem formulada que engana até o próprio inventor dessa mentira toda.... bla bla bla, voltamos ao meu caso.

O que se pode dizer no geral é que eu minto muito bem, obrigada, porque até eu acredito nessas escapadas e omissões e tenho historias paralelas que se cruzariam facilmente se eu nunca tivesse aprendido a jogar xadrez.

E sabe quando é preciso sacrificar o cavalo para salvar o bispo? (veja bem não é o rei) mas...

Não é possível que ninguém saiba como é ter surtos de sorrisinhos cretinos durante o dia inteiro .... e só uma merda de um barulhinho seguido da imagem de uma cartinha tosca, faz um músculo, que vc nem sabia que tinha, pular involuntariamente.

Tenha dó... pra uma coisa que você nem conhece ..... se bem que isso não é desculpa, na verdade ninguém conhece porra nenhuma.

segunda-feira, outubro 22, 2007

de merda isso sim



que venha a parte feliz ...vai pode vir...
só pra provar que eu tô errada.

terça-feira, setembro 18, 2007

Mais um pedaço de melodia

pra preencher essas partes

que nem tinham, cara

nem tinham.

terça-feira, setembro 11, 2007

nas horas vagas de uma noite longa"

e minha liberdade de conceitos é considerada apenas promiscuidade moderna, principalmente por aqueles que entendem, aceitam e veneram a coragem, e depois que todo o interesse repentino se deixa levar por atitudes mais oportunas, todos os combinados irrefutaveis de projetos nos interesses em comum fogem aos dedos, transformando-se somente em piadas inegavelmente indecentes apenas por ter, em uma realidade fora dos padrões, um pouco mais de intimidade instantanea irreal, onde frases e braços transpassam uma barreiara imaginária de ética comportamental. apenas por ter deixado claro todos os valores e aceitado o que não tinha mais como fugir, tudo isso seguido de uma imensa sinceridade mascarada, só pelo fato de querer fazer, aquelas coisas que só a intimidade instalada momentaneamente deixa espaço para a vontade real, sinonimo de onomatopeias consideravelmente engraçadas ao estranho de tudo.

Tulio Tulio Tulio



Um pedacinho de mim foi,
se descolando lentamente,
e mesmo assim a cola ficou,
deixando a certeza de que estava ali,
grudado no meu âmago,
me ajudando a ser eu.
.
Um pedacinho de mim foi,
e deixou lágrimas tardias,
aquelas escondidas do momento,
presas numa palavra,
me dando vontade,
de não deixar.
.
Um pedacinho de mim foi,
mais cedo do que quis,
mais rapido do que vi,
e fiquei então sonhando,
como que o que tinha continuará,
sempre dentro de mim,
.
Esperando.






SE FOR REPARAR BEM,

NÃO CHEGA A SER BONITA,

TÃO POUCO FEIA, LONGE DISSO,

ENFIM,

ACABA TRANSBORDANDO SIMPATIA PELOS POROS DE SUA INDIFERENÇA INTERPESSOAL,

ME SOA AGRADÁVEL

REALMENTE ADORÁVEL
mal vejo a hora

de repente passa depressa


e já está lá,

aquele momento que

não acrescenta,

apenas algumas horas

extras de nada de mais

mas me diz quem tá contando??

eu estou ...


me encontre na saída, beibe.

devaneios



Um dia você para e pergunta as horas pra alguém,

e essa pessoa te informa o caminho da padaria mais próxima,

achando muito estranho você resolve seguir,

e no final das contas lá nem tem relógio,

e as pessoas são viciadas em pão,

fazem filas enormes com senhas de atendimento,

aí você se pergunta por que queria saber as horas,

será que vc queria comprar pão?

será que eles dão relógios de brinde pro milésimo cliente?

não seria muito dificil pegar a senha com o número 1000,

mas, enfim você sai da padaria,

caminhando calmamente,

quando descobre que ontem choveu e todas as ruas estão molhadas,

e você está a apenas de meias,

e agora?

...

sexta-feira, abril 06, 2007

dramáááááática




Quando a vida está indo conforme o planejado,
e nada nada nada estraga tudo isso...

e passarinhos canta, coisas felizes acontecem,
sol sempre, nada atrasado,
risadas, amigos, família,
tudo certo entre as pessoas,
tudo muito bem, obrigada

Mas tem uns fios de cabelo no meu travesseiro,
e bem no fundo eu sei que preciso
de alguma coisa pra me fazer voltar,

a ter medo,
a ser insegura,
a ser depressiva,
a ser pessimista,

e chover com raios e trovões e escuridão.

Cansei de ser otimista e bem humorada,
mas não consigo parar,
não consigo ao menos chorar,
queria ao menos poder
não achar que tudo é bom e certo!

Não consigo ter raiva mais,
não consigo achar algo errado,
em ningueeeeeeeeeeeeeeeeem,
nem na pior pessoa,
nem um pouquinho.

Esse cérebro maldito,
que tem explicações para tudo
e transforma tudo em plausível.

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah não aguento mais,

quero minha personalidade má de volta,
quero julgar as pessoas de novo,
quero condená-las pelos seus atos,
quero achar que alguém está errado,
quero parar de ver por todos os pontos de vista,
quero brigar, gritar, bufar,
quero me envolver e sofrer,
quero odiar,

...acho que preciso de ajuda.

domingo, outubro 29, 2006

Billy Marréu - 1.1

...

Come, come, dorme...

" Moço...aquele ali !!!"

Apontou decididamente pra mim.

"Não, não"

Uma mão me envolveu, apertava todas minhas tentativas de fuga eminente.

"Não, por favor, não!"

Escuro, terremoto, bem que me falaram do Apocalipse.

Tomara que eu vá pro céu, será que fui bom o suficiente pra ir pro céu?!

segunda-feira, outubro 16, 2006

nada demais



por que que tá acontecendo isso?

tô saudável
acordando cedo
e querendo ir também
e carrinhos de pipoca
e coisas engraçadinhas
e muito bem obrigada
...
não era pra ser agora
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segunda-feira, setembro 18, 2006


e agora eu deveria abrir a minha alma e me comover com a sua inesperada declaração e gotas de chuva contra o sol e arco-iris formando na minha parede e cheiro de bolinhos prontos no forno e por do sol rosa e amanhecer laranja e todas essas coisas que o amor aflora na minha mente, mas, não vou... por que sozinho ninguem sente nada além de saudades e fim.
16:27:36Eu digo:
vo roubar seus textos
16:28:35Eu digo:
e fazer um livro tah
16:28:40Eu digo:
revista
16:28:42Eu digo:
fanzine
16:28:48Eu digo:
enquadrar e comer tudo
As palavras me envolveram prendendo uma farpa em minha garganta,
e na tosse desesperada, caiu uma lágrima por detrás dos óculos escuros,
escondendo o olhar, mas, transbordando todo meu esquerdo lado triste.

A tosse não passava e as lágrimas rolavam e o mundo parou por um instante,
num inspirar profundamente eterno "quando vi estava 4 mil anos mais velha",
olhando em volta um vazio ecoante extremo, o mundo que continuava enquanto.

O rosto molhado e um reflexo estranhamente estampado em páginas velhas,
cortadas pelo tempo, amarelas, frágeis, cheias de pó, esperando mais uma vítima,
pra prender em frases reveladoras nas quais minha história já estava escrita.

Sim, poderia ter escrito por que é exatamente tão intenso e solitário quanto,
a descrição minuciosa de cada gesto leva ao encontro de um outro leitor,
esperando que todo esse frio na barriga passe para poder finalmente...

segunda-feira, setembro 11, 2006



todos aqueles romances intensos,

intermináveis em suas horas restritas,

deliciosamente masoquistas,

aqueles que te espremem numa risada desesperada,

confessando realidades idealizadas,

flagrando sonhos platônicos,

clamando secretamente por socorro,
implorando pra mostrar

que eles também tem medo

dentro dessas 5 paredes,

somente...
E tem o estado NORMAL

em que eu não ligo em ficar sentado ou em pé,

mas se eu tiver em pé, prefiro andar em círculos,

sabe como é, ajuda a não ficar hiperativo.


you shouldn't mumble when you speak


temos que entender sozinhos que boa sorte não eh um conselho

segunda-feira, julho 03, 2006

Sexta feira santa - 4:37

Eu já ouvi que canto enquanto lavo a louça, que devo me sentir feliz em realizar as coisas simples do dia a dia. Na minoria das vezes canto mesmo pela felicidade do fazer, em todas as outras estou apenas cantarolando qualquer coisa pra nao ficar falando sozinha enquanto.

sexta-feira, março 03, 2006

nothing else

aqui.
coisas que não escrevo.
por que falo demais.
e meu lapis não acompanha meu cérebro.